Plataforma Municipal de Apoio à arte contemporânea

Porto.

PLÁKA reúne projetos que consubstanciam a política municipal de apoio à prática artística contemporânea no Porto, dando forma às iniciativas Aquisição, Colectivos Pláka, Anuário, Criatório, Shuttle e Inresidence.
Mediando processos de criação, reflexão e investigação em diferentes territórios da arte contemporânea, constitui-se enquanto plataforma de síntese, e análise, de medidas de apoio a artistas e agentes culturais e da sua articulação com a política cultural do município.
A plataforma PLÁKA é uma iniciativa da Câmara do Porto.
 
    • EQUIPA
       
      Presidente da Câmara do Porto
    • Rui Moreira

      Diretora Executiva
      Sílvia Fernandes

    • Coordenador de Programação
      Nuno Rodrigues

    • Gestora de Projeto
      Ana Brito

    • Coordenador de Comunicação e Edição
      Tiago Dias dos Santos

      Comunicação e Mediação de Públicos
      Diana dos Reis

    • Assistente Administrativa
      Cláudia Almeida

    • ÁGORA – CULTURA E DESPORTO, E.M.
      Presidente do Conselho de Administração
      Catarina Araújo

    • Administradores Executivos
      Ana Cláudia Almeida
      César Navio
       
    • Diretora Geral da Unidade Orgânica da Cultura
      Francisca Carneiro Fernandes
       
    • Diretor de Comunicação e Imagem
      Jorge Rodrigues
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Porto.

Shuttle

O programa Shuttle tem como principais objetivos promover internacionalmente a cultura da cidade e o trabalho de artistas, autores e agentes culturais sediados no Porto.
Esta iniciativa visa atribuir bolsas de apoio nas áreas de Artes visuais e curadoria; Artes performativas; Performance e composição musical; Tradução e criação literária e ensaística.
Com um orçamento anual de 75 mil euros, reforçado para a edição de 2021, o programa de concurso está aberto em permanência até outubro e as bolsas de apoio a atribuir variam entre os 1500 e os 7500 euros.

Júri 2021

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  • Luís Albuquerque Pinho

     
    Luís Albuquerque Pinho é arquiteto e curador independente. Formado em Arquitetura pela Universidade Lusíada no Porto, colaborou com Isabel Furtado e João Pedro Serôdio. Foi Arquiteto Associado na Garcia e Albuquerque entre 2001 e 2019, tendo iniciado em 2020 o projeto AP & Co., um estúdio de arquitetura e design de matriz colaborativa. Frequenta o mestrado Estudos de Arte – Estudos Museológicos e Curadoriais na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Em 2011, foi curador residente no Node Center Berlin. Frequentou o Independent Study Programme da Escola Maumaus, no âmbito da Guimarães Capital Europeia da Cultura 2012. Desde 2010, desenvolve projetos curatoriais e expositivos e colabora em edições, publicações, e consultoria em projetos culturais.
  • Mara Andrade

     
    Mara Andrade é mestre em Medicina, especialista em Medicina Geral e Familiar e trabalha no Serviço de Urgência do Hospital Pedro Hispano em Matosinhos. Iniciou-se na dança durante a adolescência e começou a desenvolver o seu trabalho coreográfico em 2012. Tem apresentado várias criações como Oxitocina (2013); Por Minha Culpa, Minha tão Grande Culpa, com Marco da Silva Ferreira; Um Triste Ensaio sobre a Beleza, solo criado entre 2014 e 2015; O meu Corpo também Dança (2016); The Lonely Tasks (2016 a 2018), um projeto de performance que estreou no Festival DDD 2018, Porto.Expedição, uma peça para o Ballet Contemporâneo do Norte e Aqui e Agora (2019). Atualmente é intérprete em Lágrimas de Crocodilo, uma peça de Guilherme de Sousa & Pedro Azevedo.
  • Marta Ângela

     
    Marta Ângela nasceu no Porto e é metade da dupla Von Calhau!, projeto desenvolvido com João Artur desde 2006. Licenciada em Design de Comunicação Arte Gráfica (FBAUP), tem apresentado trabalhos como Von Calhau!, sob nome próprio e com pseudónimos como Vuduvum, Vadavã ou Martirium. Os seus projetos de música, texto e artes visuais tem múltiplas ramificações e cruzamentos e vão-se manifestando em concertos, DJ sets ou performances; na edição de discos, livros e publicações; na realização de filmes e vídeos e numa profusa produção de desenhos e obra gráfica. Foi cofundadora do estúdio de artes gráficas Oficina Arara e já participou em exposições e residências em locais como o Atelier MTK (França), a Galeria ZDB e o Museu de Serralves (Portugal), Videobrasil (São Paulo) e mais recentemente a Residency Unlimited (Nova Iorque).
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  • Pin Dor Ama: Primeira Lição

    Pin Dor Ama: Primeira Lição

    Dori Nigro e Paulo Pinto

    Artes Performativas

    Âmbito: Apresentação e debate em torno da performance Pin Dor Ama: Primeira Lição nos espaços culturais geridos pelo SESC, no estado de Pernambuco, Brasil e desenvolvimento de um diário de bordo imagético e virtual da jornada.

    Atribuição do apoio: abril de 2021

    Execução do projeto: entre setembro de 2021 e março de 2022

    Criada e interpretada por Dori Nigro e Paulo Pinto, Pin Dor Ama: Primeira Lição é uma ação performativa resultante de uma pesquisa realizada em torno de questões relacionadas com colonialismo, racismo, xenofobia e machismo que, arquivadas na memória e despoletadas por vivências pessoais, são experienciadas pelo corpo — estrangeiro, mestiço, sulamericano, em chão europeu — como inscrição, catarse, oferenda.

    Doutorado em Arte Contemporânea, Dori Nigro é performer, educador de arte, pedagogo, comunicador social e fotógrafo. Paulo Pinto é multiartista, Arte Educador, Arteterapeuta, Psicólogo, Professor e pós-doutorando em Arte Contemporânea. Neste trabalho, contam com a colaboração sonora do músico e produtor independente DJ Coby, fundador do selo Ambulante Nacional Cordel e colaborador da banda brasileira Fogo Encantado, desde 1999.
    Conceção, texto e ação: Dori Nigro e Paulo Pinto
    Colaboração sonora: Dj Coby
    Voz Off: Caroline Odeyale
    Indumentária: Paulo Pinto (desenho) e Manoela Silva (costura)
    Consulta espiritual: Marconi Bispo
    Duração: 60 min.



    Créditos fotográficos: Andre Delhaye
  • 2182 kHz

    2182 kHz

    Francisca Gonçalves

    Âmbito: Residência artística no âmbito do projeto 2182 kHz, para exploração de técnicas de espacialização sonora no sistema 4D Sound, através de gravações de “soundscapes” subaquáticas “​in loco” ​e realização de uma composição sonora imersiva.

    Atribuição do apoio: abril de 2021

    Execução do projeto: entre agosto e outubro de 2021

    2182 kHz ​oferece uma exploração multissensorial de paisagens sonoras aquáticas. Inspirada no conceito da frequência de rádio 2182 kHz, usada em radiocomunicação de socorro, esta composição sonora alterna períodos de ausência e presença de ruído (antropogénico), revelando potenciais desafios que a fauna aquática enfrenta para comunicar. Apresentando uma forma inovadora de experienciar ​soundscapes, chama também a atenção para o problema da poluição sonora e para o efeito de “​masking”, ​contribuindo para o desenvolvimento da ecoacústica em contexto artístico.

    Francisca Gonçalves é licenciada em Medicina Veterinária e mestre em Música Interactiva e Design de Som. Em 2017, ingressou o Programa Doutoral em Medias Digitais, centrando-se na ecoacústica na criação artística em paisagens sonoras oceânicas. O seu objetivo é aumentar a consciência ambiental através de práticas artísticas e sound art, revelando o problema da poluição sonora em ambientes subaquáticos.
    Francisca Rocha Gonçalves
    William Russel (Monom Sound)
    Dr. Markus Venohr (IGB - Leibniz Institute of Freshwater Ecology and Inland Fisheries)



    Créditos fotográficos:
    Exemplo de experiência imersiva com público no sistema 4D Sound no Monom, Becca Crawford
  • Iterative Cast

    Iterative Cast

    Gaspar Cohen

    Performance e Composição musical

    Âmbito: Residência artística do projeto Iterative Cast no KSYME, Atenas, no âmbito do Chronotopia Echoes Artistic Lab, para desenvolvimento, apresentação e edição em vinil de uma peça original.

    Atribuição do apoio: abril de 2021

    Execução do projeto: de agosto a outubro de 2021

    Iterative Cast é uma investigação de tensões entre circuitos epistemológicos e uma afirmação da incerteza como potência do presente. Formatando-se como uma performance instalativa, este projeto explora infraestruturas sonoras atípicas e qualidades materiais que narram ideias cíclicas e espirais de história, dobras narrativas, reconfigurações de circuitos culturais e disrupções onto-tecnológicas.

    Gaspar Cohen é artista e investigador; doutorando em Filosofia da Tecnologia na Universidade de Lisboa, onde pesquisa limiares de aumento, formatos críticos de circulação mediática e as possibilidades políticas do ruído e do erro. O seu trabalho, através de circuitos eletrónicos instáveis e sistemas computacionais tenazes, procura interrogar a contaminação capital-colonial em tecnologias digitais.

    Direção e execução: Gaspar Cohen



    Créditos fotográficos:
    ilustração e fotografia de Gaspar Cohen 
  • LEONORANA, “Environments” — CCA-NTU Singapore

    LEONORANA, “Environments” — CCA-NTU Singapore

    Isabel Carvalho

    Artes Visuais e Curadoria

    Âmbito do projeto: Apresentação do projeto de concetualização editorial do quinto número da revista LEONORANA, dedicado ao tema Environments/Ambientes, na Nanyang Technological University (NTU), integração do seu arquivo (Public Resource Center) e participação na Singapore Art Book Fair 2022.

    Atribuição do apoio: abril de 2021

    Execução do projeto: março de 2022

    O projeto de investigação artística LEONORANA consiste na edição de uma revista transdisciplinar, que tem como principais objetivos o estudo da relação entre as linguagens verbal e visual, apresentando o ensaio como género de eleição para o desenvolvimento do pensamento especulativo. Em 2020, a proposta de trabalho de concetualização do quinto número da revista, em formato de residência, foi aceite pelo Center of Contemporary Art (CCA), da Nanyang Technological University (NTU). Devido à pandemia global da Covid-19, a residência foi reformulada, passando o trabalho a ser desenvolvido online. Perspectiva-se agora que o resultado impresso seja apresentado publicamente na NTU e na Singapore Art Book Fair, em 2022. 

     Isabel Carvalho desenvolve trabalho artístico em torno das artes visuais, da escrita e da edição. A sua prática caracteriza-se pela componente de investigação, cruzando abordagens científicas e especulativas como metodologia. Expõe individual e colectivamente com regularidade em contexto nacional e internacional. Foi responsável pelo projeto Navio Vazio, um espaço de experimentação editorial. Em 2017, iniciou o projetoLEONORANA, do qual é autora e editora.
     Créditos fotográficos: Isabel Carvalho
  • Jonathan Saldanha | HHY | Lithium

    Jonathan Saldanha | HHY | Lithium

    Jonathan Saldanha

    Performance e composição musical

    Âmbito: Desenvolvimento de residências artísticas em Kampala, Uganda, no âmbito do projeto Lithium, com vista à preparação e encenação de diferentes concertos com músicos e coletivos locais, gravação áudio e filmagem de videoclipe.

    Atribuição do apoio: abril de 2021

    Execução do projeto: abril e maio de 2021

    No seguimento da residência artística com músicos locais em Kampala, Uganda, a convite da editora Nyege Nyege, que resultou no projeto HHY & The Kampala Unit, Jonathan Saldanha desenvolveu uma série de colaborações e novos projetos que incluíram, entre outros, a criação de um novo alias, Lithium. Numa abordagem mais conectada com a pista de dança e a produção de discos para diferentes músicos e MCs, tais como Ratigan, Beenie Gunther, Biga Yut ou Florence Legmwa, este novo trabalho colaborativo faz uma ponte entre a cosmologia do metal presente nas baterias dos telefones celulares e o cérebro humano, com música baseada nas baixas frequências e no “clubbing”.

    Jonathan Saldanha é músico, artista visual, construtor sonoro e cénico e trabalha com pré-linguagem, dub, cristalização, percussão, allopoiesis, animismo e eco. É artista associado do Teatro Municipal do Porto. Desde 2016 tem apresentado trabalhos que cruzam diferentes disciplinas em eventos e espaços expositivos de renome em Portugal e além fronteiras. Fundador da plataforma de arte SOOPA e co-fundador da editora discográfica Silorumor, dirige também o ensemble HHY & The Macumbas e é co-fundador da banda Fujako.
    Jonathan Saldanha
    Florence Lugemwa
    Biga Yut
    Ratigan
    Beenie Gunther
    Joaquim Durães
  • Bande à Part 2 — Arte, Cidade e Paisagem

    Bande à Part 2 — Arte, Cidade e Paisagem

    Nuno Brandão

    Artes Visuais e Curadoria / Tradução e Criação Literária e Ensaística

    Âmbito: Edição do livro “Bande à Part 2” na editora Circo de Ideias, com textos de Nuno Brandão Costa, fotografia de André Cepeda, tradução de Ana Yokochi, revisão de Vasco Grácio e coordenação editorial de Pedro Baía.

    Atribuição do apoio: abril de 2021

    Execução do projeto: de setembro de 2021 a março de 2022

    Bande à Part
     foi idealizado pelo arquiteto Nuno Brandão Costa como um projeto teórico, realizado em três volumes, sobre trípticos de obras de arquitetura na 
Europa concebidas por arquitetos europeus. O primeiro volume analisou o processo projetual dos arquitectos Pedro Ramalho, Álvaro Siza e Eduardo Souto de Moura. O segundo volume pretende analisar as seguintes obras: La Congiunta de Peter Markli em Giornico, Suíça; Lisson Gallery de Tony Fretton em Londres, Reino Unido; e Sammlung Goetz de Herzog & de Meuron em Munique, Alemanha.

     Nuno Brandão Costa formou-se na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP) 
em 1994, onde concluiu o doutoramento em 2013, e leciona desde 1999. Foi assistente do Professor Domingos Tavares e do Professor Pedro Ramalho, sendo atualmente professor auxiliar de Projecto 4, unidade curricular que leciona desde 2001. Em 2018, foi nomeado a par de Sérgio Mah, curador da Representação Oficial Portuguesa na 16.ª Bienal de Arquitectura de Veneza.
     Texto e entrevistas: Nuno Brandão Costa
    Fotografia: André Cepeda
    Tradução: Ana Yokochi
    Revisão: Vasco Grácio
    Coordenação editorial: Pedro Baía


    Imagem: Still do filme Bande à part, de Jean-Luc Godard, 1964
  • Venus flytrap - uma re-investida

    Venus flytrap - uma re-investida

    Odete

    Tradução e Criação Literária

    Âmbito: Criação de uma rede de partilha artística entre pessoas transgénero para estímulo à criação de epistemologias “trans” através da publicação de um livro, de documentação e de um evento performativo.

    Atribuição do apoio: abril de 2021

    Execução do projeto: julho a setembro de 2021 / dezembro de 2021 a fevereiro 2022

    Venus flytrap - uma re-investida tem início com um laboratório de trabalho, onde todas as participantes — tailandesas e portuguesas — são convidadas a envolver-se em profundidade nas suas experiências e jornadas, tentando criar em conjunto um lugar, um mundo, através da escrita, unindo e analisando mutuamente as diferenças culturais. A escrita adquire aqui um papel primordial para contrabalançar a obsessão com o conhecimento do corpo ou a sua transformação, tão insistente por parte da indústria do sexo e da cirurgia tailandesa. A partir desse lugar de comunhão, será realizado um filme de documentação do processo e um evento performativo.

    Odete trabalha no cruzamento da escrita, da música, da performance e das artes visuais, deixando claro qual é o universo através do qual se move: autobiográfico e desafiador dos limites entre o pessoal e o político. Descreve a sua música como “uma teoria sensorial para uma meninice cansada, feita de silêncios, falhanços e quebras, construída a partir de uma narrativa de transição”.
    Criação e direção artística: Odete 
    Coordenação artística e textos complementares: Marina Rei & Somrak Sila 
    Criação documental: Luís Medeiros
  • Aleixo Memorabilia

    Aleixo Memorabilia

    Paulo Moreira

    Artes visuais e curadoria

    Âmbito: Representação da instalação Aleixo Memorabilia na 17ª Exposição Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia 2021.

    Atribuição do apoio: abril de 2021

    Execução do projeto: entre 18 de maio e 21 de novembro de 2021

    Aleixo Memorabilia mostra fragmentos da vida quotidiana e vestígios da construção e apropriação do Bairro do Aleixo. Se alguns destes objetos poderão ter sido escolhas meramente aleatórias (recolhidos, gentilmente, em casa pelas pessoas), a maior parte simboliza e representa a integridade e orgulho que prevalece na memória coletiva do Aleixo. A peça convoca vozes silenciosas afetadas por um caso complexo e desafia o imediatismo que usualmente caracteriza os conflitos urbanos.
     

    Paulo Moreira é arquiteto e investigador. Estudou na FAUP e na Accademia di Architettura (Mendrisio, Suiça). Em 2011, fundou o atelier Paulo Moreira Architectures e doutorou-se pela London Metropolitan University, em 2018. Atualmente, é bolseiro de pós-doutoramento no projeto de investigação África Habitat, coordenado pela FAUL e financiado pela FCT e AKDN.
    Conceção e coordenação: Paulo Moreira
    Curadoria: depA Architects (João Crisóstomo, Luís Sobral e Carlos Azevedo)
  • Alba Rumor

    Alba Rumor

    Sonoscopia

    Performance e Composição Musical

    Âmbito: O projeto será desenvolvido no contexto de uma residência artística no Chile, em colaboração com artistas associados à organização “TSONAMI ARTE SONORO” e em parceria com um conjunto de estações de rádio Sul Americanas e Portuguesas associadas ao projeto (Radio Tsonami| CL, Rádio Caso| AR, Rádio IF| AR, Rádio SUR AURAL| BO, EIRA- Plataforma Rádio para Residências Artísticas OSSO-Associação Cultural| PT).

    Atribuição do apoio: julho de 2021

    Execução do projeto: de 18 de novembro a 19 de dezembro 2021 

    Alba Rumor é um projeto de performance/instalação sonora que tem como ponto de partida a tecnologia utilizada nas antenas de rádio transmissão (sinal analógico) na sua dimensão física (antena) e imaterial (sinal). Pode assumir diferentes formatos de apresentação - performance, instalação sonora, transmissão rádio ou documentação - consoante as características e especificidades dos locais de apresentação (in situ ou sala de espetáculos), indo assim ao encontro das características destes mesmos locais, e possibilitando um conjunto de experiências de escuta e uma perspetiva contemporânea sobre a tecnologia e território específico da rádio transmissão no seu contexto geográfico, social, político e histórico atual.




     A Sonoscopia é uma estrutura para a criação, produção e promoção de projetos artísticos e educativos centrada nas áreas da música experimental, na pesquisa sonora e nos seus cruzamentos transdisciplinares. Desde a sua criação, em 2011, a Sonoscopia produziu mais de 500 eventos, criações artísticas, atividades pedagógicas e publicações em cerca de 20 países europeus e também nos Estados Unidos, Líbano, Brasil, Japão, Emirados Árabes Unidos e Tunísia.

    Conceção e Direção de projeto: Henrique Fernandes, Jorge Quintela
    Músicos e Artistas associados: João Ricardo, Rodrigo Araya, Fernando Godoy e Rodrigo Ríos Zunino
    Gestão de projeto e Produção executiva: Patrícia Caveiro
    Produção: Sonoscopia
    Apoio técnico: OSSO – Associação Cultural
    Apoio logístico: Tsonami Arte Sonoro
    Parceiros: Tsonami Arte Sonoro, Osso Associação Cultural, Radio Sul Aural, IF | Investigaciones del Futuro e Radio Caso

    Créditos Fotográficos: Sonoscopia

  • Beograd Concrete

    Beograd Concrete

    Inês d'Orey

    Artes visuais e Curadoria

    Âmbito: Publicação de um livro sobre o projeto Beograd Concrete. Os 200 exemplares serão acompanhados por uma edição especial, assinada e numerada, que inclui uma impressão das fotografias do projeto. As apresentações do livro serão em Fevereiro de 2022 no Mira Forum, no Porto, e em Março de 2022 no Belgrade Photo Month, em Belgrado, Sérvia.

    Atribuição do apoio: julho de 2021

    Execução do projeto: julho de 2021 a março de 2022

    Embora mais conhecida pelo modernismo socialista e pelo brutalismo, a arquitetura de Belgrado é notoriamente eclética devido às várias reviravoltas políticas que moldaram a identidade da cidade. Após a I Guerra Mundial e com a criação da Jugoslávia, Belgrado assistiu a uma explosão de construção de edifícios modernistas, com influência do estilo Art-Nouveau e da arquitetura que se fazia no Ocidente. Estas duas correntes, que representam o corte que existiu na história da Sérvia, com a chegada de Tito ao poder, são confrontadas no trabalho de Inês d’Orey em Beograd Concrete, procurando a compreensão do impacto dos programas políticos na identidade da arquitetura das cidades.

    Inês d’Orey (1977) estudou fotografia na London College of Printing, 2002. O seu principal meio de trabalho é a fotografia, ainda que com fusões com instalação e vídeo. Expõe, publica e faz residências artísticas regularmente, estando presente em diversas coleções privadas e públicas. Ganhou o prémio Novo Talento Fotografia FNAC 2007. É representada pela Galeria Presença (Porto) e pela Galeria das Salgadeiras (Lisboa).
    Fotografia: Inês d’Orey
    Coordenação e produção: Ana Matos
    Textos: Andreia Garcia e Theodossis Issaias
    Design e paginação: Leonel Duarte
    Gráfica: Maiadouro
    Parceiros: Belgrade Photo Month e Mira Forum

    Créditos Fotográficos: Luka Beograd #1, 2021
  • Efeito Orla - Publicação

    Efeito Orla - Publicação

    Mariana Caló & Francisco Queimadela

    Tradução e Criação Literária e Ensaística

    Âmbito: Produção de um livro bilingue no formato 18x24cm, com 80 páginas e uma tiragem de 500 exemplares em torno do projeto “Efeito Orla” da autoria de Mariana Caló e Francisco Queimadela.

    Atribuição do apoio: julho de 2021

    Execução do projeto: de julho a agosto de 2021

    Este livro tem como ponto de partida a obra audiovisual Efeito orla, realizada por Mariana Caló e Francisco Queimadela em 2013. Esta instalação-vídeo de dois canais, foi realizada a partir de um período de vivência na zona da Serra da Malcata e faz uso de relatos de avistamentos de linces ibéricos recolhidos junto da população local e de imagens filmadas nessa região. Este projeto editorial integra uma seleção de transcrições de relatos e materiais visuais produzidos durante a construção de “Efeito orla”, e um conjunto de novos desenhos realizados pelos autores. Conta ainda com uma introdução da autoria de Maria Filomena Molder, que convoca questões relacionadas com a figura do lince ibérico e a prática de Mariana e Francisco.

    Mariana Caló & Francisco Queimadela é uma produtora independente sediada no Porto, fundada em 2015 por Mariana Caló e Francisco Queimadela, de forma a dar continuidade e autonomia às suas produções cinematográficas e artísticas. Em 2020, publicou os livros A trama e o círculo e a Sombra luminosa, assim como o vinil A dança do cipreste. Entre a filmografia, destacam-se A dança do cipreste (2020), Sombra luminosa (2018) e A trama e o círculo (2014). 




    Editores/Autores: Mariana Caló e Francisco Queimadela
    Autora convidada: Maria Filomena Molder
    Design gráfico: Pedro Nora

    Créditos Fotográficos: Efeito Orla, fotografia do processo de trabalho © Mariana Caló e Francisco Queimadela
  • Het is al nacht / geen licht boven de horizon (Agora é noite / nenhuma luz acima do horizonte)

    Het is al nacht / geen licht boven de horizon (Agora é noite / nenhuma luz acima do horizonte)

    Orlando Vieira Francisco

    Artes Visuais e Curadoria

    Âmbito: Projeto de residência artística na cidade de Antuérpia, sob acolhimento da Samenschool, em colaboração com o projeto De Kompaan e o museu de arte contemporânea MHKA, mais precisamente para consulta do acervo Allan Sekula da instituição.

    Atribuição do apoio: julho de 2021

    Execução do projeto: de 1 a 30 de setembro de 2021

    O projeto Agora é noite / nenhuma luz acima do horizonte propõe uma análise gráfica, escultórica e crítica dos impactos sociais e ambientais da Indústria nos últimos anos. Para isso, propõe abordar diversas dimensões territoriais sobre diferentes setores da indústria, mediante a perspetiva dos movimentos sociais e expressões das multitudes em espaço público nos últimos 20 anos. Programa-se para um mês de residência, recolha de material industrial, consulta ao arquivo MHKA, respiga de alimentos descartados e jantares comunitários.

    Orlando Vieira Francisco é artista visual e pesquisador independente. Brasileiro, vive e trabalha no Porto. Ele tem investigado expressões políticas das multitudes em espaço público, e atua dentro dos temas de produção de espaço social entre arte e política, mudanças da paisagem e práticas do ativismo ambiental e social.


    Artista visual e residente: Orlando Vieira Francisco
    Instituição de acolhimento: Sammenschool
    Projeto para colaboração: De Kompaan
    Instituição de apoio ao arquivo e produção: M HKA

    Créditos Fotográficos: Imagem de pesquisa © Orlando Vieira Francisco, 2021
  • Los Angeles – Parque adolescente

    Los Angeles – Parque adolescente

    Mauro Cerqueira

    Artes Visuais e Curadoria

    Âmbito: Realização de uma residência artística no projeto Los Angeles, localizado em Melsungen na Alemanha, com vista à produção de trabalho que será incluído na exposição de grupo “La
    Barnale di Günsterode”, com curadoria de Konstantin Lannert.

    Atribuição do apoio: julho de 2021

    Execução do projeto: de agosto a setembro de 2021

    Durante o período de residência no projeto Los Angeles, o artista pretende construir uma escultura num espaço exterior que funcione como um lugar de encontro para adolescentes. A obra será apresentada no contexto da exposição La Barnale di Günsterode.

    Mauro Cerqueira (Guimarães, 1982) é licenciado em Artes / Desenho na Escola Superior Artística do Porto - Extensão de Guimarães. O seu trabalho foi apresentado na Galeria Nuno Centeno, Porto; Heinrich Ehrhardt, Madrid; Institute for New Connotative Action, Seattle; Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Porto; Künstlerhaus Bethanien, Berlim; Museu de Arte Contemporânea de Vigo; Centro Federico Garcia Lorca, Granada; Kunsthalle Lissabon, Lisboa; La Galerie Centre d` Art Contemporain, Noisy-Le-Sec, Paris; entre outros. Foi residente
    no Arquipélago Centro de Artes, Açores (2017); Rauschenberg Foundation in Captiva Island, Florida, (2013); Kunstlerhaus Bethanien, Berlim (2011). Em 2008 fundou, juntamente com André Sousa, o projeto Uma Certa Falta de Coerência.
  • Metamorfoses

    Metamorfoses

    mala voadora

    Artes Performativas

    Âmbito: No âmbito do programa de intercâmbio HOMESWAP, realizado em parceria com a Hošek Contemporary (Alemanha), será desenvolvido um período de residência em Berlim que inclui a apresentação da performance duracional As Metamorfoses de Ovídio, com a participação de 50 performers locais.

    Atribuição do apoio: julho de 2021

    Execução do projeto: de 20 de julho a 10 de agosto de 2021

    "Um grupo de 50 pessoas com o corpo integralmente pintado cada um de uma cor senta-se numa assembleia face ao público. Reage vagarosamente a uma banda sonora que evoca a história do mundo." As Metamorfoses são um elogio da instabilidade das formas. São a obra de um poeta forçado ao exílio, e um exemplo de como, na arte, a forma pode adquirir dimensão política – de como a obra pode ser política apenas por ser invenção formal. Trata-se de uma performance duracional, com loops que se sucedem sem interrupções durante 5 horas, tempo durante o qual o público pode entrar e sair quando entender.

    A mala voadora foi fundada em 2003 por Jorge Andrade e José Capela, responsáveis pela direção artística. Na sua atividade, articulam-se de modo integrado a produção de espetáculos e a programação do seu edifício-sede na Rua do Almada, Porto, que inclui espaços de trabalho, apresentação e residência. A relevância artística da mala voadora sido reconhecida em múltiplos prémios, nomeações e críticas.
    Conceção e Direção: Jorge Andrade
    Assistência: Maria Jorge
    Participação de 50 performers locais
    Banda sonora: Rui Lima e Sérgio Martins
    Luz: Rui Monteiro
    Coprodução: Câmara Municipal do Porto / Fórum do Futuro 2018


    Créditos Fotográficos: As Metamorfoses de Ovídio, mala voadora © José Caldeira

  • Rádio Afónica

    Rádio Afónica

    Nuno Pinto

    Performance e Composição Musical

    Âmbito: Criação de uma peça radiofónica em residência na Cashmere Radio Berlim. Visa explorar a particular natureza etérea da rádio, simultaneamente imersiva e distante; escutar uma paisagem radiofónica a partir da decomposição da linguagem, aquilo que Beckett nomeou como “um texto microfónico , para ser murmurado”.

    Atribuição do apoio: julho de 2021

    Execução do projeto: novembro de 2021

    Este trabalho é uma reflexão sobre a linguagem e a voz, através de uma peça radiofónica que tem a voz como instrumento primordial. A partir da desconstrução da linguagem, Rádio Afónica visa explorar os diferentes mecanismos que a língua encerra: gaguez, afasia, afonia, ato falhado. Culminará na apresentação de uma peça sonora/performance onde o respirar, o ritmo, o agora da presença carnal têm precedência sobre o logos. A voz é tratada segundo padrões formais musicais ou arquitctónicos - repetição , distorção, sobreposição, ruído, grito - para uma música de várias línguas. Paralelamente à colagem e à montagem, o princípio de poliglossia revela-se como força motriz deste trabalho.




    Nuno Pinto trabalha em teatro, performance, música e pintura combinando estas ferramentas para criar uma voz singular, tratada segundo padrões formais musicais ou arquitetónicos - repetição , distorção, sobreposição, ruído, grito - transformando o ato da fala em acontecimento, em situação, em corpo falante. Privilegia as formas pré-verbais da linguagem (pré- linguística) para transtornar a sua lógica discursiva e funcional
    Conceção, Locução e Interpretação: Nuno Pinto
    Coprodução: Cashmere radio / Nuno Pinto

    Créditos Fotográficos: Rádio Afónica © Nuno Pinto
  • Realidades e Ficção Sonora, por Pedro Augusto e Mark van den Heuvel

    Realidades e Ficção Sonora, por Pedro Augusto e Mark van den Heuvel

    Pedro Augusto

    Performance e Composição Musical

    Âmbito: Composição de peças musicais utilizando os equipamentos do estúdio Willem Twee, localizado na cidade de 's-Hertogenbosch (Países Baixos). Estas peças poderão ser interpretadas ao vivo e/ou utilizadas como instalação sonora.

    Atribuição do apoio: julho de 2021

    Execução do projeto: de dezembro 2021 a março 2022

    A equipa artística propõe-se à construção de peças sonoras que se inspiram ou mimetizam paisagens naturais, atravós da utilização de um conjunto de equipamentos analógicos do estúdio Willem Twee. Um estúdio único no mundo pela sua especialização e que permite o acesso a ferramentas de precisão obsoletas, mas que podem hoje ser utilizadas com uma aplicação musical contemporânea. A harmonização da sua utilização e domínio em articulação com o objetivo de construção do real, convoca noções de ficção científica e da teoria da perceção.A equipa artística propõe-se à construção de peças sonoras que se inspiram ou mimetizam paisagens naturais, atravós da utilização de um conjunto de equipamentos analógicos do estúdio Willem Twee. Um estúdio único no mundo pela sua especialização e que permite o acesso a ferramentas de precisão obsoletas, mas que podem hoje ser utilizadas com uma aplicação musical contemporânea. A harmonização da sua utilização e domínio em articulação com o objetivo de construção do real, convoca noções de ficção científica e da teoria da perceção.


     Mark van den Heuvel (Den Bosch, 1983) e Pedro Augusto (Leiria, 1983) são artistas e compositores sonoros com atividade regular nos últimos quinze anos. Exibem currículo ao nível experimental e artístico, de domínio em síntese, bem como, familiaridade com algum do equipamento disponível no Willem Twee.
     Ficha técnica:
    Mark van den Heuvel
    Jose Cordeiro
    Pedro Augusto

    Créditos Fotográficos: Willem Twee Studios
  • VIBRA

    VIBRA

    JP Coimbra

     Âmbito: Divulgação artística e suporte à reedição internacional do disco VIBRA de JP Coimbra, através de concertos, entrevistas e outras ações de comunicação nas cidades de Londres e Berlim.

    Atribuição do apoio: novembro de 2021

    Execução do projeto: primeiro trimestre de 2022

     Criado com o objetivo central de combinar a plasticidade de espaços públicos da cidade do Porto e das suas inerentes características acústicas, VIBRA foi editado em Portugal em novembro de 2020 e reeditado internacionalmente em Setembro de 2021, pela editora Cognitive Shift/Manners Mcdade, responsável pelo catálogo de artistas como Nils Frahm, Matthew Herbert, Anna Calvi e Kaitlyn Aurelia Smith, entre outros. Os espaços foram considerados do ponto de vista formal como instrumentos musicais e contribuíram com a sua volumetria e idiossincrasias geométricas na própria conceção musical.
    JP Coimbra - Piano e electrónica
    Samuel Martins Coelho - Violino
    Carina Albuquerque - Violoncelo
    Produção: Pinuts Music Agency
  • An archaeology of SAAL/Uma arqueologia do SAAL

    An archaeology of SAAL/Uma arqueologia do SAAL

    Ilusão Adiada

    Âmbito: Criação de uma plataforma digital que consistirá numa base cartográfica à qual serão anexadas entradas com informação relativa a cada um dos 77 bairros SAAL (Serviço de Apoio Ambulatório Local), construídos em Portugal imediatamente após o 25 de Abril.

    Atribuição do apoio: novembro de 2021

    Execução do projeto: novembro de 2021 a março de 2022

    Sob o pretexto da superação em longevidade da ditadura portuguesa pelo período democrático, este projeto propõe a criação de uma plataforma online, aberta e em permanente construção que agregará registos documentais, artísticos e ensaísticos dos 77 bairros SAAL construídos durante o período revolucionário, resultantes do esforço intensivo e coletivo de um povo que reivindicou um direito fundamental: uma casa, um bairro e uma cidade dignos, para todas e para todos. Apesar dos diferentes destinos que lhes corresponderam, estes bairros existem e resistem no tempo, permanecendo casos exemplares do modo como a cidade se poderá construir a partir da arquitectura e da vida dos que a continuam.

    Ilusão Adiada (Porto, 2020) é uma associação cultural e recreativa sem fins lucrativos, tendo como fim a promoção de actividades de cariz cultural nas áreas da arquitectura, literatura, fotografia e outras artes. Enquanto colectivo de reflexão crítica e de produção editorial sobre arquitectura e cidade, a associação enquadra actualmente as actividades do Jornal Punkto, das publicações Stones Against Diamonds e dos panfletos Fuga do Circo.
     
    Ficha Técnica:
    Ana Catarina Costa
    Francisco Ascensão
    João Paupério
    Maria Rebelo
  • Abrupt por Berru e Dust Devices

    Abrupt por Berru e Dust Devices

    Mera Label

    Âmbito: Apresentação do trabalho “Abrupt” do coletivo Berru e do artista sonoro Cláudio Oliveira, no Monom, em Berlim, Alemanha, e no Teatro Lliure de Gràcia, em Barcelona, Espanha.

    Atribuição do apoio: novembro de 2021

    Execução do projeto: fevereiro a março de 2022

    Abrupt é um projeto de performance audiovisual que se desenrola através do conflito (e conjunção) de duas entidades: a vida e a máquina. Estes dois mundos são muitas vezes vistos como antagónicos. Trata-se, contudo, de uma falácia. Abrupt dá palco à encenação metafórica do sistema maior que rege a vida. Sistema esse que, como não poderia deixar de ser, foi utilizado na construção da máquina. Esta peça, do coletivo Berru e do artista sonoro Cláudio Oliveira, insere-se no propósito de desconstrução e incentivo ao diálogo entre as múltiplas expressões artísticas presentes na cultura underground, nomeadamente no modo como a performance se gera no espaço e como se relaciona intimamente com a vertente sonora. 


     

     A Mera Label, como interveniente na música electrónica nacional, demonstra um interesse incessante de cultivar este núcleo, invocando artistas e músicos a criar mundos e ambientes solenes, onde se permita desenvolver um carácter individual e de grupo, em torno da cultura underground. Esta presença pontual na divulgação de nova música, com as mais recentes vertentes de artistas em expansão, mantém-se num registo de compromisso com a cultura atual, de forma recorrente, conciliando sempre com uma componente visual e imersiva, dentro das artes visuais, como é o caso da performance e da instalação.
     Produção: João Soares
    Performers: Sérgio Coutinho, Bernardo Bordalo, Rui Nó
    Músico: Cláudio Oliveira
    Figurino: Patrícia Brito
  • DIY Porto Performance Artists: Index & Scores

    DIY Porto Performance Artists: Index & Scores

    Beatriz Albuquerque

     Âmbito: Mapeamento, documentação e divulgação de obras de performances portuguesas realizadas no Porto por artistas que residem no distrito, com vista à criação de um arquivo vivo com indexação online bilingue (português e inglês), coordenado pela Louffa Press (Nova Iorque).

    Atribuição do apoio: novembro de 2021

    Execução do projeto: janeiro a março de 2022

    DIY Porto Performance Artists foi idealizado por Beatriz Albuquerque como um projeto que engloba a partilha online de “scores” ou instruções de performances realizadas no distrito do Porto, promovendo uma perspetiva transnacional para comparar e partilhar processos entre a performance física e a intemporalidade do digital. Possibilitando esta libertação do tempo e a possibilidade de repetição por outros performers do que já foi criado, o projeto pretende dinamizar e expor as performatividades portuenses em todo o mundo.

     Beatriz Albuquerque é licenciada pela Faculdade de Belas-Artes do Porto, mestre pela The School of the Art Institute of Chicago e doutorada pela Columbia University, Nova Iorque, com o apoio das bolsas Fulbright e FCT. Foi distinguida com o Prémio Myers Art Prize pela Columbia University, Nova Iorque; o Prémio Revelação pela 17ª Bienal de Cerveira, Vila Nova de Cerveira assim como o Prémio Ambient Series, PAC/Edge Performance Festival, Chicago.



     Criação, gestão e comunicação: Beatriz Albuquerque
    Sistema: MYGEST (PT)
    Tradução e comunicação: Louffa Press, Film on Sound (USA)
  • err0r_c0de

    err0r_c0de

    frescxs100nada

     Âmbito: Residência na Bolnisi Art Residence, Georgia, com vista ao desenvolvimento de uma peça audiovisual interativa permanente (criação sonora, linguagem de programação, erro) e de uma performance (corpo>>conexão, códigos do erro, live laptop performance).

    Atribuição do apoio: novembro de 2021

    Execução do projeto: 1 de fevereiro a 3 de março de 2022

    O projeto err0r_c0de pretende criar uma rede que envolve corpo, tecnologia, erro, som e linguagem de programação para construir um universo multidimensional. No processo, o erro irá ser incorporado para criar um tecido coreográfico de código/corpo performativo, construindo diferentes níveis de interação como: observação/contemplação/imersão usando o corpo, o live coding, o vídeo e o som como ferramentas.
    A invisibilização/negação do erro não apaga a sua existência, e isso origina as perguntas: Quais as corporalidades do erro? De que forma vivemos o erro? Quais as realidades que se constroem a partir do erro?

    O projeto frescxs100nada junta corpo e som, partindo das inquietudes e da vontade de pensar/experimentar novos lugares de questionamento.

    Pesquisa corporal: Ali Pereira
    Pesquisa e criação sonora: Ter/rajo_
  • IO – Paisagens, Máquinas, Animais

    IO – Paisagens, Máquinas, Animais

    Balleteatro

     Âmbito: Participação no festival de dança Dans6T, em Tarbes (França), com o espetáculo IO – Paisagens, Máquinas, Animais da coreógrafa Né Barros e a colaboração do teatro nacional Le Parvis.

    Atribuição do apoio: novembro de 2021

    Execução do projeto: 1 a 5 de dezembro de 2021

    O espetáculo IO – Paisagens, Máquinas, Animais de Né Barros constitui a primeira peça de uma série de trabalhos da coreógrafa que se movem entre paisagens, máquinas e animais. Com música de José Alberto Gomes, o espetáculo assume uma forma híbrida entre concerto e performance. A sua integração no festival de dança Dans6T, em Tarbes (França), inclui para além da apresentação da peça uma conversa com a audiência, visando reforçar internacionalmente os trabalhos da coreógrafa Né Barros, assim como as produções do Balleteatro.

     O balleteatro é um centro de artes performativas e imagem em movimento. Fundado em 1983, teve um papel predominante na construção de uma comunidade artística para as artes performativas contemporâneas, colaborando com artistas nacionais e internacionais. No ano de 1989 criou a primeira escola profissional de dança e de teatro no país. Tem sido responsável pela formação de diversas gerações de artistas e apoiado, através das suas residências artísticas e programações, múltiplos criadores.
     Direção e coreografia: Né Barros
    Música: José Alberto Gomes
    Assistência coreográfica: Flávio Rodrigues
    Intérpretes: Beatriz Valentim e Bruno Senune

    Saxofonista: Henrique Portovedo
    Desenho de luz: José Álvaro Correia
    Figurinos e dispositivo cénico: Flávio Rodrigues e Né Barros
    Produtora executiva: Lucinda Gomes
    Apoio residência artística: Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas
    Produção:Balleteatro
    Apoio: Coliseu do Porto Ageas
  • Russian Cosmism School e publicação Anton Vidokle

    Russian Cosmism School e publicação Anton Vidokle

    Alexandra Balona

    Âmbito: Projeto de cocuradoria de Alexandra Balona e Miguel Amado, em colaboração com Anton Vidokle, da Russian Cosmism School, que inclui uma série de eventos online, coproduzidos pelo SIRIUS (Irlanda) e pelo Instituto do Cosmos (Moscovo, Nova York). Colaboração editorial na publicação “Anton Vidokle”, editada pela Sternberg Press.

    Atribuição do apoio: novembro de 2021

    Execução do projeto: novembro de 2021 a março de 2022 

    A Russian Cosmism School convida uma série de pensadores e artistas para examinar o potencial do Cosmismo para o discurso político e artístico, bem como avanços e desafios científicos, numa época em que a especulação filosófica tem uma relação intrincada com a imaginação científica e tecnológica. Organiza-se através de eventos e conferências periódicas apresentadas online no SIRIUS (Irlanda), em colaboração com o Instituto do Cosmos (Moscovo/NY). O projeto prevê uma viagem de investigação a Moscovo e uma residência na Irlanda. Inclui ainda a colaboração editorial na publicação Anton Vidokle, editada pela Sternberg Press.


     Alexandra Balona é investigadora e curadora independente. Licenciada em Arquitetura, é doutoranda na European Graduate School & Lisbon Consortium. Foi cocuradora de Cidadãos do Cosmos e Future Past Imaginaries (2021); curadora de Abertura, Impureza e Intensidade. Olhares em torno da obra de Marlene Monteiro Freitas (TMP, 2020); e cocuradora de Metabolic Rifts (Serralves e TMP, 2017–2018). Publica em revistas como Contemporânea e Art Press.
     Cocuradoria: Miguel Amado
    Colaboração: Anton Vidokle
    Convidados (a confirmar): Franco Berardi, Keti Chukhrov, Boris Groys, Elizabeth Povinelli, Raqs Media Collective, Marina Simakova, Michael Marder

     
  • La Vie Invisible | Residência Curatorial no CPIF

    La Vie Invisible | Residência Curatorial no CPIF

    Raquel Guerra

     Âmbito: Residência curatorial no Centre Photographique d’Île-de-France, Pontault-Combault, França, com o objetivo de realizar pesquisa e preparar a exposição La Vie Invisible.

    Atribuição do apoio: novembro de 2021

    Execução do projeto: novembro de 2021 a março de 2022

    A partir da constatação da limitação do lugar atribuído à criação feminina na fotografia, Raquel Guerra propõe um projeto expositivo dedicado à valorização de obras de artistas femininas. La Vie Invisible apresenta o trabalho de 12 artistas, portuguesas, de diferentes gerações que utilizam a fotografia como ferramenta operativa. No entanto, a sua prática artística não se limita à fotografia, mas à utilização da imagem "latu sensu". É, portanto, uma exposição fotográfica no sentido mais expandido desta prática artística, incluindo obras de Ana Janeiro, Bárbara Fonte, Brígida Mendes, Ção Pestana, Carla Cabanas, Graça Sarsfield, Júlia Ventura, Manuela Marques, Margarida Paiva, Rita Barros, Rita Castro Neves e São Trindade.



     Raquel Guerra é curadora. Participou nos projetos Anamnese_Plataforma e IDAP S20_Interface Digital da Arte Portuguesa do Século XX. Tem-se dedicado à gestão de coleções de arte contemporânea. Raquel Guerra foi bolseira (2011) da Fundação Calouste Gulbenkian para realização de residência curatorial_Residência Capacete (Brasil), diretora do Centro de Arte Oliva (2014-2017) e do Centro de Arte de S. João da Madeira (2015-2017). É artist’s adviser do Internacional Lab for Art Practices.

     Direção do CPIF: Nathalie Giraudeau
    Coordenação de produção CPIF: Francesco Biasi
    Curadoria: Raquel Guerra
    Artistas: Ana Janeiro, Bárbara Fonte, Brígida Mendes, Ção Pestana, Carla Cabanas, Graça Sarsfield, Júlia Ventura, Manuela Marques, Margarida Paiva, Rita Barros, Rita Castro Neves, São Trindade
  • WOMB

    WOMB

    Paulina Almeida

     Âmbito: Na sequência do convite da Bienal de Kaunas 2021, inserida no encerramento do projeto da Europa Criativa “Magic Carpets”, no contexto da Capital Europeia da Cultura Kaunas 2022 (Lituânia), a artista Paulina Almeida apresentará uma adaptação da sua obra “WOMB” ao contexto local, através da realização de novos conteúdos.

    Atribuição do apoio: novembro de 2021

    Execução do projeto: novembro de 2021 a março de 2021

    WOMB é uma escultura/instalação composta por uma máquina robotizada que mima os movimentos de um feto no útero, dobrada sobre tecido antigo, herança da bisavó da artista e uma paisagem sonora de entrevistas e sons gravados numa prisão da Lituânia, onde cinco mulheres vivem com os filhos. Apresentação subjetiva do nascimento, enquadrada na situação de pós-isolamento, WOMB será uma espaço liminar entre a prisão e o museu, onde será apresentado o projeto.

     Performer, curadora, pesquisadora em instalação e performance, Paulina Almeida estudou na Royal Academy of Dancing (Reino Unido); Artes na E. S. Soares dos Reis; Teatro Antropológico na ISTA (Dinamarca); Teatro na ESMAE; e Artes de Rua na ACE Academia Contemporânea do Espetáculo. É Mestre em Ciências pela Faculdade Psicologia e Ciências da Educação da U. do Porto.
     Ideia, conceito e conceção: Paulina Almeida
    Execução técnica do sistema eletrónico e robótica: Bernardo Santos/VivaLab e Marieke Leene
    Implementação e direção técnica: Ron van Roosmalen
    Textos em gravação: Amélia Fernandes (mãe) e José Almeida (pai) Katarina Bojanić, Katarina Dužević, Boris Bojanić, Karmen Bojanić, cinco mulheres anónimas de uma prisão
    na Lituânia.
    Materiais: Linho (tecido em tear tradicional, pela bisavó da artista Maria Amélia de Sá em 1890), fio de metal e braço robótica, sensores e sistema de amplificação sonora)
    Gravação, composição e ecologia da paisagem sonora: Pedro Pestana, Francisca
    Rocha Gonçalves, Marieke Leene e Paulina Almeida
    Desenho técnico de arquitetura: Iwo Borkowicz
    Agradecimentos: Avó Elvira pela doação do tecido de linho, guardado e transferido de geração em geração.
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