Plataforma Municipal de Apoio à arte contemporânea

Porto.

PLÁKA reúne projetos que consubstanciam a política municipal de apoio à prática artística contemporânea no Porto, dando forma às iniciativas Aquisições, Colectivos Pláka, Anuário, Criatório, Shuttle e Inresidence.
Mediando processos de criação, reflexão e investigação em diferentes territórios da arte contemporânea, constitui-se enquanto plataforma de síntese, e análise, de medidas de apoio a artistas e agentes culturais e da sua articulação com a política cultural do município.
A plataforma PLÁKA é uma iniciativa da Câmara do Porto, promovida através do Direção de Arte Contemporânea da Ágora - Cultura e Desporto do Porto, E.M.
 
  • DIREÇÃO DE ARTE CONTEMPORÂNEA



    CÂMARA MUNICIPAL DO PORTO

    Presidente
    Pedro Duarte

    Vereador da Cultura e Património
    Jorge Sobrado

    ÁGORA — CULTURA E DESPORTO DO PORTO, E.M., S.A.

    Presidente do Conselho de Administração
    Rodrigo Teodoro Passos

    Vice-Presidente do Conselho de Administração
    César Vasconcellos Navio

    Vogal Executiva
    Joana Meneses Fernandes

    Secretariado da Administração
    Liliana Santos, Cátia Silva

    DPO
    Filipa Faria

    Diretora de Gestão de Pessoas, Organização e Sistemas de Informação
    Sónia Cerqueira

    Diretor de Serviços Jurídicos e de Contratação
    Sérgio Caldas

    Diretor Financeiro e de Controlo de Gestão
    Jorge Ferreira

    Diretor de Comunicação e Imagem
    Bruno Malveira

    Direção de Manutenção
    João Bastos e Miguel Ivo (Coordenadores)
Porto.

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Criatório

O Criatório é um concurso anual de apoio à criação e programação artísticas no Porto, compreendendo as seguintes áreas: artes visuais, artes performativas, música e som, literatura e pensamento crítico.

Em 2026, o programa apoiou 17 projetos de criação e investigação artística com bolsas de 15 mil euros e 12 espaços de programação com bolsas de 20 mil euros. 

Este programa de financiamento tem como principais objetivos contribuir para a consolidação da atividade de artistas e agentes culturais provenientes de múltiplas disciplinas artísticas, e que no Porto podem encontrar um contexto propício ao desenvolvimento da sua prática profissional.

Júri 2026

  • Projetos de Criação e Investigação
  • Agar Ledo

     
    Agar M. Ledo Arias é historiadora de arte e curadora. Atualmente, trabalha na Bienal Internacional de Arte de Pontevedra, onde foi curadora associada da 32ª edição (2025). Entre 2019 e 2022, foi curadora e consultora de aquisições no Departamento de Coleções do Museu Reina Sofía (Madrid), fazendo parte da equipa curatorial da exposição Vasos comunicantes. Colección 1881–2021.
    De 2006 a 2018, foi diretora de exposições do MARCO, Museo de Arte Contemporánea de Vigo, onde coordenou produções de artistas como Tino Sehgal, Thomas Hirschhorn, Martin Creed, Tania Bruguera e Teresa Margolles, e comissariou exposições de Grace Schwindt, Patricia Esquivias, Pedro Barateiro e Carlos Bunga, além de projetos que abordavam a produção cultural em Espanha e na Galiza.
    É mestre em Museologia pela Universidad de Alcalá e mestre em Arte e Política pela Goldsmiths, University of London. Realizou residências de investigação no Fred Jones Jr. Museum of Art, no Le Consortium, no Musée d'Art Contemporain de Lyon e na Independent Curators International. No início da sua carreira, trabalhou no Centro Galego de Arte Contemporánea (1998-2004) e colaborou com a Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Sevilha (2004) e a Fundación Luis Seoane (2005). Atualmente, integra o Conselho Consultivo do Centro Galego de Arte Contemporánea e é membro do Conselho Executivo do ICOM España.
  • Luís Sousa Ferreira

     
    Luís Sousa Ferreira é, atualmente, adjunto da Direção Artística do Teatro Nacional D Maria II, com especial foco no projeto Odisseia Nacional. Acumula, com a atividade profissional, a atividade de docente na ESAD das Caldas da Rainha, no curso de Programação e Produção Cultural e a direção artística do projeto Aldear, abrangendo os 11 municípios da região do Douro, Tâmega e Sousa. Em 2022, criou a empresa Riscado, dedicada à consultoria, programação e criação de projetos de coesão territorial e participação cultural. Entre 2016 e 2022, foi fundador e diretor do 23 Milhas, projeto cultural que agrega os quatro espaços do município de Ílhavo, e entre 2019 e 2020, foi consultor artístico da candidatura Braga’27.Foi fundador e Diretor do festival BONS SONS, entre 2006 e 2019, e comissário do Caminhos do Médio Tejo, programa cultural em rede integrando 13 municípios, entre 2016 e 2018.Diplomado em Design Industrial pela ESAD.CR, assumiu a coordenação de produção e desenvolvimento da experimentadesign entre 2013 e 2015, onde exercia as funções de produtor e designer desde 2009.Anteriormente, entre 2006 e 2009, trabalhou no Centro de Estudos de Novas Tendências Artísticas (CENTA) como produtor cultural, foi dirigente associativo na associação cultural SCOCS, entre 1998 e 2016, e foi cofundador do colectivo‐mente. É cronista regular na revista Gerador e na Comunidade Cultura e Arte.

     
  • Valentín Roma

     
    Valentín Roma é historiador de arte e escritor. Doutor em Filosofia pela Southampton University, foi conservador-chefe do MACBA e, desde 2016, dirige o La Virreina Centre de la Imatge de Barcelona, onde comissariou exposições sobre autores como Alexander Kluge, Paula Rego, Susan Sontag, Barbara Hammer e Exit Photography Group, entre outros.
    Responsável pelo primeiro pavilhão da Catalunha na 53ª Bienal de Veneza em 2009, desenvolveu projetos curatoriais para instituições nacionais e internacionais como a Kunstverein de Stuttgart, Matucana 100 de Santiago do Chile, o Centro Cultural da Espanha na Argentina, o Museu da Universidade de Navarra, o Museu ICO de Madrid e a Fundação Mapfre.
    É autor da trilogia de romances intitulada El enfermero de Lenin (2017), Retrato del futbolista adolescente (2019) e El capitalista simbólico (2022), todos publicados pela editora Periférica. É também autor dos ensaios Rostros (2011, Periférica) e Diecinueve apagones y un destello (2020, Arcadia).
    Juntamente com Paul B. Preciado, Hans D. Christ e Iris Dressler, foi premiado pela International Association of Art Critics – AICA Deustchland como a melhor exposição de 2015 pela curadoria de "Die Bestie und_isSouverän".
     
  • Espaços de Programação
  • José Pina

     
    José Pina é Mestre em Cidades e Culturas Urbanas, com um percurso profissional associado à programação e gestão cultural em diferentes equipamentos e projetos artísticos, como o Cineteatro António Lamoso; Centro Cultural de Ílhavo; Teatro Aveirense; Festival Imaginarius - Festival Internacional de Teatro de Rua; Festival Rádio Faneca; Festival dos Canais; Prisma / Art Light Tech; Criatech - Criatividade Digital e Tecnologia. Foi Coordenador de Aveiro 2027 – Cidade Candidata a Capital Europeia da Cultura e Diretor/ Programador de Aveiro 2024 – Capital Portuguesa da Cultura. Vice-Presidente da Associação Profissional de Programadores Culturais.

     
  • Júlia Rebouças

     
    Júlia Rebouças é curadora, pesquisadora e gestora de museus. Tem trabalhado em museus e projetos culturais, com foco em governança, gestão e conteúdo programático. Desde 2023, é Diretora Artística do Instituto Inhotim (Brasil), onde trabalhou como curadora de 2007 a 2015. De 2021 a 2023, foi diretora artística da Oficina Francisco Brennand, Recife, Brasil. Em 2022, realizou a mostra Um século de agora, no Itaú Cultural, em cocuradoria com Naine Terena e Luciara Ribeiro. Foi consultora curatorial da 59ª Biennale di Venezia, The milk of dreams, com curadoria de Cecilia Alemani, que aconteceu em 2022. Foi curadora do 36º Panorama da Arte Brasileira: Sertão, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, em 2019. No mesmo ano, assinou a direção artística e a cocuradoria, com Diego Matos, da exposição Entrevendo, antologia poética e histórica da obra de Cildo Meireles, no Sesc Pompeia, São Paulo. Foi cocuradora da 32ª Bienal de São Paulo, Incerteza Viva (2016). Foi curadora adjunta da 9ª Bienal do Mercosul, em Porto Alegre, em 2013. Realizou diversos projetos curatoriais independentes. Tem vasta experiência editorial, tendo organizado e editado livros, além de sua contribuição como autora de distintos títulos. É graduada em Comunicação Social pela UFPE, Mestre e Doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade Federal de Minas Gerais (2017).
  • Manuel Borja-Villel

     
    Manuel Borja-Villel é historiador de arte, formado pelas universidades de Valência, Yale e Nova Iorque. Desde o início dos anos 1990, dirigiu sucessivamente a Fundació Tàpies (1989-1998) e o MACBA (1998-2007) em Barcelona, bem como o Museu Reina Sofía (2008-2023) em Madrid, tornando-se um dos diretores de museus mais reconhecidos internacionalmente. Em 2023, recebeu o Prémio Bard College de Excelência Curatorial. É autor de *Magnetic Fields*. Escritos de arte y política (2020) e, com Marcelo Expósito, Conversaciones con Manuel Borja-Villel (2015). 
  • A Conspiração dos Pássaros

    A Conspiração dos Pássaros

    Oficina Arara

    O coletivo da Oficina Arara foi convidado pelo curador Daniel Baumann a organizar uma exposição na Casa de São Roque. O convite coincide com a celebração de 16 anos de insistência do coletivo Arara e tem como mote a revisitação dos seus projectos e edições gráficas mais significativos — incluindo novas criações especificamente pensadas para o contexto, assim como potenciar a relação expandida que o colectivo tem com a sua teia de artistas-satélite, dentro e fora de fronteiras. A proposta centra-se na produção de uma exposição de artes plásticas que ocupe dois pisos da Casa de São Roque, de 24.10.2026 a 28.3.2027, período em que serão organizados três concertos-performance de músicos cúmplices ao projecto, em forma de site-specific, duas oficinas com crianças e o lançamento de várias edições gráficas inéditas. 

    A Oficina Arara — Arena de criação e outras curvaturvas — é um colectivo fundado em 2010. É projetado como um espaço autónomo e aberto de experimentação em torno da produção de cartazes, livros e outras criações, tentando estabelecer uma relação direta, contínua e ininterrupta entre o ato de desenhar e a impressão de múltiplos. Fazem parte Miguel Carneiro, Dayana Lucas, Von Calhau, Luís Silva, Pedro Nora, João Alves, Irina Pereira, Bruno Borges, Daniela Duarte e Ruca Bourbon. 
    Núcleo Oficina Arara: Miguel Carneiro, Luís Silva, Bruno Borges, Pedro Nora, Daniela Duarte, Marta Calhau, João Calhau, Dayana Lucas, João Alves, Albert Tannat, Nico Bracci, Ruca Bourbon, Vasja Lebaric e Rui Silva

    Artistas Convidados: Angelica Salvi, Ece Canli, Joaquim Pires, Louçã, José Pimenta, José Paulino, Amélia Fernandes, Saraiva, ZMB e Serafim Barbosa 
  • Aprender a Nadar

    Aprender a Nadar

    Felícia Teixeira, João Brojo, João Campolargo Teixeira e Manuel Santos Maia

    “Aprender a Nadar” assume-se como um projeto de reflexão, investigação e cocriação artística, funcionando enquanto metáfora para evocar uma condição de instabilidade e adaptação a um meio em permanente movimento. Explora a política e a condição humana como espaços de tensão contínua e desenvolve-se em diálogo com a comunidade, cruzando memórias e conflitos históricos para promover responsabilidade coletiva, escuta ativa e pensamento crítico, consolidando uma cultura democrática plural. Partindo do assassinato do Padre Max e Maria de Lurdes, em 1976, na Cumieira, em Vila Real, o projeto investiga como o discurso político constrói identidades e como contextos polarizados geram exclusão, violência simbólica e fragmentação social, ativando a memória como matéria de criação e reflexão contemporânea. O título remete para uma expressão atribuída ao Padre Max, convocada aqui como metáfora para a aprendizagem contínua e para o desenvolvimento de ferramentas críticas que permitam navegar em contextos instáveis. O objetivo central do projeto é desenvolver obras artísticas inéditas a partir de um processo integrado de investigação e cocriação com a comunidade local, valorizando contextos locais como espaços de pensamento, experimentação formal e criação contemporânea. 

    Felícia Teixeira (1988, Vila Real, Portugal) e João Brojo (1987, Fundão, Portugal) vivem e trabalham no Porto. Licenciaram-se em Artes Plásticas – Multimédia na FBAUP (2011) e Felícia concluiu o Mestrado em Práticas Artísticas Contemporâneas (2014). Trabalham em dupla desde 2012, desenvolvendo uma prática interdisciplinar. Destacam-se exposições individuais como Validity of a Study (Galeria Painel, Porto, 2013), Almoço de Trabalhadores (Guimarães, 2016) e Yah (Espaço Mira, Porto, 2020; Museu Marítimo de Esposende, 2022). Participaram em numerosas exposições coletivas, com destaque para a Fundação de Serralves (Porto, 2020), Galeria Graça Brandão (Lisboa, 2016), Fórum da Maia (2015) e New Jorg (Viena, 2014). Estão representados na Coleção de Livros de Artista da Fundação de Serralves, na Col. Audiovisual da Balaclava Noir e na Col. de Arte Contemporânea da CM Maia. Trabalham paralelamente em produção cultural, sendo cofundadores da associação Plantel Itinerante e do projeto Ao Monte (2015– 2017),em parceria com Maus Hábitos e Cooperativa Árvore, um programa de residências e exposições que reuniu coletivos de artistas do Porto. Foram também curadores e diretores artísticos de projetos como E Quando (Maus Hábitos / Teatro Municipal de Vila Real, 2022) e participaram em ciclos de exposições e conferências, reforçando o cruzamento entre criação contemporânea, curadoria e mediação cultural.

    João Campolargo Teixeira (1994, Vila Real, Portugal) vive em Lisboa. Licenciou-se em Escultura (FBAUL, 2016) e concluiu Mestrado em Arte e Multimédia (2021). Destacam-se exposições como Perguntas à Ficção (MACE, Elvas, 2022), Perspetiva 24 (Fórum de Cerveira, 2023), Day In, Day Out (Galeria Diferença, Lisboa, 2025) e The Fall (Zaratan, Lisboa, 2026). Realizou obras públicas na sede Águas do Norte (Vila Real, 2018), Fórum da Maia (2021) e campus DSTGroup (Braga, 2022), estando representado em coleções públicas e privadas, incluindo Águas do Norte, Balaclava Noir, CM Maia e DSTGroup.

    Manuel Santos Maia (1970, Nampula, Moçambique) vive e trabalha no Porto. Licenciado em Artes Plásticas – Pintura (FBAUP) e doutorando em Artes Plásticas e Visuais pela Universidade de Vigo, desenvolve prática interdisciplinar em instalação, fotografia, vídeo, pintura, escultura, performance, som, teatro, cinema, intervenção urbana e livros de artista. Expõe desde 1999 em Portugal e internacionalmente, em instituições como Fundação Calouste Gulbenkian (2010), Fundação de Serralves (2011), Museu Nacional de Etnologia (2025), Galeria Municipal do Porto (2017) e La Casa Encendida (2025), bem como em projetos na Europa, EUA, América do Sul, África e Ásia.
     
  • BÁRBARAS

    BÁRBARAS

    Inês Leal

    Com organização de Inês Leal, "BÁRBARAS" é um projeto em formato de vinil que interpela o trabalho mineiro em Portugal a partir de práticas sonoras experimentais. A compilação reúne composições originais de Ana Pacheco, Joana Guerra, Joana de Sá, Luísa Saraiva + Francisco Antão, Teresa Arêde e Vuduvum Vadavã.

    Inês Leal é artista e investigadora. A sua prática ensaística questiona sistemas de percepção e a agência do movimento através de instalações multidisciplinares. Mestre em Cinema e licenciada em Design de Comunicação, desenvolve uma investigação que articula práticas de trabalho e de imagem. Expõe regularmente desde 2021 em espaços como Culturgest, CIAJG, GMP, gnration e La Casa Encendida.
     
    Direção Artística, Produção e Apoio à investigação: Inês Leal
    Investigação e Criação Sonora: Ana Pacheco, Joana Guerra, Joana de Sá, Luísa Saraiva + Francisco Antão, Teresa Arêde e Vuduvum Vadavã
    Texto: Sara Barros Leitão
    Mistura e Masterização: Gonçalo Formiga
    Parceiros: CCD, Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa e A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria (MPAGDP)
     
  • Colapso

    Pedro Nora

    Há inúmeras combinações possíveis entre as 26 letras do alfabeto, mas só de uma maneira se combinam para dar origem à palavra “desordem”. No livro "Colapso" a palavra escrita será suprimida e substituída por um alfabeto visual, na forma de desenho de situações poéticas – representações de seres vivos, objetos, espaços que se alteram com a ação do tempo. Uma casa que se transforma em ruína; um fósforo que em breves segundos se extingue; o rasto que deixa um caracol ao percorrer um muro de pedra são exemplos de situações poéticas que se apresentarão no livro segundo um princípio de desordem.

    Pedro Nora desenvolve trabalho na área cultural, tendo-se especializado em design gráfico para exposições de arte contemporânea, em design editorial e em design de livro de artista. Foi co-editor da revista “Satélite Internacional” (2002-2005), da editora Braço de Ferro – arte & design (2007-2011), do pasquim “Buraco” (2011-2019). Integrou o colectivo Oficina Arara entre 2014 e 2020. Em 2020 deu início ao projecto editorial Fojo.
     Autor e designer: Pedro Nora
    Editora: Fojo
    Produção: Kora Criativa
  • Cooperativa de Lordelo do Ouro — Observatório de flutuações políticas numa economia marginal

    Cooperativa de Lordelo do Ouro — Observatório de flutuações políticas numa economia marginal

    Associação FIELD

    O projeto propõe uma investigação artística centrada na Cooperativa de Lordelo do Ouro, como observatório das transformações sociais locais. Fundada em 1897, a sua história de valorização e fragmentação permite compreender a evolução do território até hoje. Através de uma análise forense o projeto procura compreender como formas de organização coletiva emergem, se consolidam ou se fragilizam perante as diferentes conjunturas da cidade. A investigação articula-se a partir do mapeamento de um espectro alargado de “entanglements” —históricos e contemporâneos— que revelam as vulnerabilidades inscritas pelas políticas espaciais no território; celebrando, em contraponto, a resistência de movimentos coletivos que o modelo neoliberal inviabiliza.

     

    A Associação FIELD desenvolve investigação sobre territórios em transformação articulando ferramentas de análise espacial e práticas anti-extrativistas, confrontando lógicas que tendem a ignorar a complexidade temporal e política dos ecossistemas. Foi uma das três equipas finalistas da Representação Portuguesa na Bienal de Arquitetura de Veneza 2025 e vencedor da Bolsa de Criação Diogo Seixas Lopes (exposição Interspecies - CCB/2025).

    Investigação: António Pedro Faria, João Francisco Sousa, Miguel Teodoro, Nádia Santos, Tiago Ascensão
    Parceiros: Cooperativa de Lordelo do Ouro, José Soeiro — Departamento de Sociologia, FLUP, Fundação de Serralves, NDMALO-GE, Vincenzo Riso — Escola de Arquitetura, Arte e Design, Universidade do Minho
    Comunicação, Design e Base de Dados da Investigação: Miguel Santos
    Instalação Expositiva e Programa Público: Associação FIELD  
  • E olhava a montanha, como o dorso de um dragão

    E olhava a montanha, como o dorso de um dragão

    Rita Morais

     "E olhava a montanha, como o dorso de um dragão" narra as histórias e mitologias em torno da árvore do dragoeiro, endémica da Macaronésia, e da sua seiva, sangue-de-dragão. Trabalhada em película de 16mm, a obra entrelaça o retrato da planta com o de uma artista que desenha com a seiva-sangue, conjurando-se histórias de criação e de sobrevivência em torno da árvore-dragão, hoje em risco de extinção.

    Rita Morais é artista-cineasta. A sua prática, no campo dos filmes de artista e com recurso a meios analógicos, frequentemente recorre à investigação e à ficção especulativa para se aproximar de historicidades relacionadas com o território e pensar arcos temporais alargados para questões levantadas pelo pensamento e pela ação ambientais.
     
  • Estrume, Flor, Fruto

    Estrume, Flor, Fruto

    Miguel Bonneville

    “Estrume, Flor, Fruto” é um projeto de investigação e criação literária que propõe a escrita de um livro a partir da observação de claustros e jardins monásticos portugueses, entendidos como modelos de organização do espaço, do pensamento e da comunidade. Ao longo de um ano, a investigação desenvolver-se-á através de trabalho de campo, pesquisa bibliográfica e um ciclo de sessões públicas de leitura e discussão na Livraria Aberta, onde o processo de escrita será partilhado com convidados e público. O projeto culminará com a publicação de um livro.

    Miguel Bonneville desenvolve uma prática interdisciplinar centrada na escrita, na performance e na investigação, explorando as relações entre corpo, linguagem, identidade e espiritualidade. Os seus projetos articulam criação artística, pensamento crítico e processos participativos, cruzando literatura, artes performativas e artes visuais.

     
    Conceção, investigação e escrita: Miguel Bonneville
    Curadoria e moderação das sessões públicas: Paulo Brás, Ricardo Braun
    Tradução: Francisca Cortesão
    Comunicação: Sara Cunha
    Entidades parceiras: Livraria Aberta, Associação Bactéria, Carreiros para Futuros Ancestrais
  • In the Storm

    In the Storm

    Jiôn Kiim

    “In the Storm” é um livro de artista que parte de imagens e representações associadas ao comércio marítimo para investigar as relações entre mercadoria, valor e poder no capitalismo global. A partir de uma reinterpretação livre de representações históricas da modernidade — desenhos de mercadorias presentes em selos, mapas, gravuras e outros documentos visuais —, Jiôn Kiim reimagina esses signos, libertando-os da sua função original e procurando nas suas formas histórias marginalizadas e por contar. Ao descontextualizar, recombinar e estabelecer novas relações entre estas imagens, o livro propõe outras formas de olhar para os objetos e para as relações sociais que estes medeiam. Com ensaios de autores convidados, “In the Storm” acompanha este processo de investigação e especulação através da prática artística.



     

    Jiôn Kiim (b. Busan, Coreia) vive e trabalha no Porto desde 2017. Possui um Diploma em Belas Artes do HfBK Dresden. Estudou na Kunstakademie Stuttgart e na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, no Porto. A sua prática é transdisciplinar e engloba vários meios, com o desenho no seu núcleo, bem como a pintura, fotografia e instalações. A sua obra integra a Colecção de Arte da Câmara Municipal do Porto e é representada pela Galeria Presença. 
    Autoria: Jiôn Kiim
    Ensaios: Cristiana Tejo, Melissa Rodrigues, Nuno Coelho
    Design gráfico: Miguel Almeida (Nonverbal Club)
    Coordenação Editorial: João Pedro Amorim
    Editora: Sistema Solar – Chancela Documenta

    Fotografia: Jaewon Kim 
  • Língua Espúria (PERF007)

    Língua Espúria (PERF007)

    Amuleto Apotropaico / Perf

    Depois de um aclamado álbum de estreia, Amuleto Apotropaico apresenta “Língua Espúria (PERF007)”, a sétima edição da plataforma e editora portuense Perf. Em Língua Espúria, Amuleto Apotropaico transpõe a sua linguagem de improvisação instrumental para um sistema integralmente eletrónico, numa interseção entre a intensidade do ritual e a precisão da música digital. O disco prolonga a narrativa oracular do primeiro lançamento e aprofunda a exploração da hiper-realidade. Língua Espúria será editado em formato físico e digital, acompanhado por um conjunto de apresentações ao vivo no Porto.

     

    A Perf é uma plataforma multidisciplinar e editora nascida no Porto, em 2025, no ponto de encontro entre o ritual e o futurismo. Amplifica e acompanha artistas que exploram as fronteiras do som, reunindo edições unidas por uma pesquisa sobre os limites do experimentalismo. Mais do que uma editora, um gesto curatorial no limiar.

    Direção artística: Tiago Carneiro
    Música: António Feiteira
    Texto: Lendl Barcelos
    Design: Nonverbal

    Fotografia: Francisco Fidalgo
  • Maria José Silva, Família e Amigos

    Maria José Silva, Família e Amigos

    Amparo99

    Com a descrição recorrente de «cineasta do povo», Maria José Silva ocupa um lugar essencial na história do cinema emergente português. Era não só realizadora, como cantautora, escritora, atriz, encenadora e queijeira. Realizou 12 filmes e vários outros pequenos projetos, editou 7 álbuns de originais, e escreveu ainda 3 livros. O livro que se apresenta debruça-se sobre o trabalho da artista de variedades, acompanhado de uma plataforma online que relançará definitivamente estas obras de tanta importância na cultura popular portuense. O projeto é escrito em português e inglês e é dividido em 5 textos que cobrirão o seu trabalho com um leque abrangente de abordagens.

    Amparo99 é um espaço cultural interdisciplinar criado em 2024, sediado em Campanhã, focado em artistas independentes em áreas desde a música, à performance e cinema.

    Escritor, Investigador e Produtor: Maia Gavina
    Escritoras: Camila Lobo, Maria Manuela Restivo, Célia Gonçalves
    Designer: Rita Mota
  • O silêncio tem som?

    O silêncio tem som?

    Luís Figueiredo, Nils Meisel e Pedro André

    O que é o som, o que é o silêncio? Serão paisagens, ecossistemas? Que forma têm, quanto espaço ocupam? Há som sem silêncio? O silêncio tem som? Concebido por Luís Figueiredo, Nils Meisel e Pedro André, o projeto “O silêncio tem som?” explora, através de práticas multidisciplinares, a tensão e a materialidade entre som e silêncio nos cemitérios de Agramonte e do Prado do Repouso, no Porto.
    O ponto de partida consiste numa oficina de gravação de campo aberta ao público. A partir do material recolhido será criada uma peça sonora, apresentada como performance, instalação e disco em vinil, acompanhada por um ensaio poético. O arquivo sonoro coletivo e a peça ficarão disponíveis online, juntamente com todas as informações e datas das apresentações.

     

    Luís Figueiredo é artista visual e sonoro, membro do colectivo Campanice, do duo Preto Marfim e cofundador das Edições AMATEUR. Nils Meisel é músico e artista sonoro. Doutorado em Arte Contemporânea, é compositor electroacústico, membro de Preto Marfim e cofundador das oficinas de gravação de campo CSF. Pedro André é artista sonoro e produtor. Cofundador das oficinas CSF e do espaço Altes Finanzamt, está a concluir mestrado na Kunsthochschule Weißensee (Berlim).

    Artistas: Luís Figueiredo, Nils Meisel e Pedro André
    Designers: Inês Caldas e José Peneda
    Historiador: Francisco Queiroz
    Escritor: Luís Ferreira  
  • Piromania

    Piromania

    Gil Delindro

    "Piromania" é um projeto de investigação e criação com foco na gestão dos incêndios florestais, historicamente afetada pela negligência estatal e politica. O projeto questiona as políticas de florestação nacionais na sua corelação com o aumento descontrolado da área ardida nacional. Entre trabalho de campo, arquivo e laboratorial, o projeto aborda a floresta portuguesa como espaço politizado entre interesses sociais, lucro e negligência. A investigação traduz-se num conjunto de dispositivos artísticos que exploram o lugar do fogo como fenómeno ecológico, mas também social e político.

    Gil Delindro (1989, Porto) é um dos artistas portugueses com maior reconhecimento internacional na área da Sound Art e no seu cruzamento com a escultura. Licenciado pela FBAUP, o seu trabalho explora a biodiversidade, ecologia e políticas territoriais. A sua prática recorre à instalação, escultura e filme para traduzir investigações de campo sobre paisagens e eventos climáticos extremos. 
    Direção Artística: Gil Delindro
    Investigador Convidado: João Torres (CoLAB ForestWISE)
    Investigadora Convidada: Inês Barbosa (Instituto de Sociologia da UP)
    Curadoria: Pedro Rocha
    Comunicação e Imprensa: Alexandra Neto Ferreira 
  • Ritmos Dissidentes: Tempo, Género e Imaginações Ecológicas

    Sara Castelo Branco

    "Ritmos Dissidentes: Tempo, Género e Imaginações Ecológicas" interroga as formas como a arte contemporânea permite pensar o tempo para além das suas configurações dominantes. Através de filmes realizados por artistas nas últimas três décadas, aproxima questões de género e ecologia para ensaiar outras experiências da duração, da memória e da transformação. Concebida como uma monografia, a investigação desenvolve uma escrita livre, acolhendo o pensamento como processo, criação ensaística e deriva especulativa.

    Sara Castelo Branco (1989, Porto) é curadora e investigadora em arte contemporânea e cinema. Doutorada pela Universidade Paris 1 – Panthéon Sorbonne e pela NOVA FCSH, desenvolveu projetos curatoriais na Kunsthalle Exnergasse (Viena), Arsenal – Institut für Film und Videokunst (Berlim), ACUD Galerie (Berlim), Galeria Zé dos Bois e Batalha Centro de Cinema. É investigadora do CITAR e do CIC.Digital.
     
     
  • Sesta Energética

    Sesta Energética

    Letícia Costelha e Miguel Tavares

    "Sesta Energética" é um projeto artístico de Letícia Costelha e Miguel Tavares que parte da defesa do sono e do descanso como formas de resistência. O projeto materializa-se, em 2027, numa instalação inserida no espaço público da cidade do Porto. Este refúgio insonorizado e crepuscular apresenta uma programação de conversas, sessões de escuta coletiva e momentos de descanso. Aberto a visitas ao público em diferentes fases do dia, pensam-se possíveis respostas do espaço público à aceleração constante do ritmo de vida citadino, marcado pela produtividade frenética exigida pelas economias contemporâneas. 

    Letícia Costelha (1996, Porto) e Miguel Tavares (1992, Setúbal) colaboram como dupla artística espontânea e intermitente desde 2021. Os seus ateliers situam-se a 5 minutos de distância a pé. Trabalham principalmente sobre matérias escultóricas e fílmicas, questionando a formação e adoração de pedras de grandes dimensões, bem como fenómenos soporíferos da esfera digital. Realizaram 90 Minutos Power Nap (2024), um filme/instalação para adormecer, com apresentações na Galeria Pórtico (São Paulo), no Le 6b (Saint-Denis) e no Batalha Centro de Cinema (Porto).
     
    Autoria: Letícia Costelha e Miguel Tavares
    Projeto arquitetónico: Marta Regadas
    Design gráfico: Astrid Chabot  
  • Speculum Plantarum

    Speculum Plantarum

    Miguel Costa [maarqa]

    “Speculum Plantarum” é um projeto artístico e de investigação que propõe a criação de um arquivo visual experimental com 50 registos visuais sobre a paisagem urbana do Porto, através da construção e/ou reinterpretação de situações, materializadas através de diferentes dispositivos, suportes e linguagens. Inscreve-se criticamente na tradição das publicações de história natural, reinterpretando-a enquanto campo de experimentação visual, conceptual e crítica. A ideia de speculum é aqui mobilizada no seu sentido expandido, não apenas como espelho, mas como dispositivo de observação, conhecimento e reflexão sobre um todo. Neste caso específico, a cidade do Porto enquanto ecossistema atravessado por dimensões ecológicas, históricas e políticas.

    Miguel Costa é artista multidisciplinar e desenvolve a sua atividade entre a arte, a paisagem e a arquitetura, sob o nome “maarqa”, um micro atelier de arquitetura e arte. Doutorado em Arquitectura Paisagista e Ecologia Urbana (ISA-UL), centra a sua prática artística e de investigação na relação entre a botânica colonial e as paisagens do quotidiano, articulando mapeamentos, instalações, registos visuais e leituras performativas. Paralelamente, desenvolve também atividade docente.

     
    Coordenação e Criação artística: Miguel Costa [maarqa]
    Equipa Artística: Ana Sousa Santos, Daniel Sorrentino, Maíra Mafra e Sara Pereira Silva 
  • TV Maravilha – Deferred Transmission

    Ruben Santiago

    "TV Maravilha – Deferred Transmission" parte da interrupção pirata de uma retransmissão televisiva ocorrida no Grande Porto, em 1984, para investigar as relações entre emissão, infraestrutura, arquivo, território e memória pública. O projeto procura compreender como certas imagens circulam, desaparecem ou permanecem inacessíveis, usando este episódio histórico para interrogar criticamente os regimes contemporâneos de transmissão visual. Desenvolve-se através de investigação documental, residência artística, produção de obra, exposição, programa público e uma publicação de distribuição gratuita.

    Ruben Santiago é artista e investigador. Através de instalação, escultura, imagem em movimento e estruturas editoriais e arquivísticas, desenvolve trabalho sobre os modos como se produzem e sustentam o valor, a memória e a circulação. Entende a exposição como um meio, ativando suportes, dispositivos, inventários e regimes de manipulação como ferramentas escultóricas.

     
    Autor, direção artística, conceção e coordenação geral: Ruben Santiago
    Curadoria e acompanhamento curatorial: Paula Parente Pinto
    Direção do conselho editorial: Juan Luis Toboso
    Design editorial: José Peneda
    Apoio técnico audiovisual: Flor Gaspar
    Colaboração no programa público e investigação em radiocomunicações: Paulo Vinhas 
  • Uma Linha de Luz na Água

    Nuno Aroso

    No culminar de uma trilogia que investigou a materialidade da dúvida – "a fog machine e outros poemas para o teu regresso” (2021) – e a transcendência do olhar perante a opacidade – “radiografia” (2023) –, "Uma Linha de Luz na Água" afirma-se como um projeto artístico multidisciplinar, concebido para explorar as fronteiras entre a performance, a literatura e a música contemporânea. Esta criação mergulha na água como metáfora central da instabilidade e da dissolução, transformando o palco num ecossistema onde o movimento contínuo orienta a dramaturgia. Com texto original de Andreia C. Faria e composição inédita de Chiyoko Slavnics e do próprio Nuno Aroso, o projeto afasta-se das convenções estéticas ao propor um verdadeiro manual de sobrevivência contra a opacidade do real. Através da refração da luz e da distorção das formas, questiona-se a própria noção de verdade objetiva. Neste espaço de experimentação, ator e músico confundem deliberadamente os seus papéis, habitando uma zona híbrida onde a palavra se converte em gesto sonoro e o som ganha corpo e intenção dramática. Dessa plasticidade performativa emerge um discurso radicalmente novo, nascido da contaminação e da metamorfose contínua das linguagens em cena.


     

    Nuno Aroso (Porto, 1978) vem desenvolvendo a carreira artística focado no progresso
    da literatura para a sua área instrumental, a percussão. Tocou em estreia absoluta mais de 150 obras, gravando parte deste repertório em múltiplas edições discográficas nacionais e internacionais. Ao longo da carreira, apresenta-se em variados palcos da música contemporânea na Europa, América do Norte, América do Sul e África. Particularmente motivado para a inserção da percussão erudita em contextos artísticos multidisciplinares, desenvolve com frequência projetos com outras áreas de criação: Dança, Cinema, Teatro, Literatura. O compromisso com a música de câmara leva Nuno Aroso a colaborar com artistas e coletivos portugueses e europeus, em múltiplos contextos, desde os mais formais até aos que se movem por caminhos do experimentalismo e da improvisação. Doutorou-se com a tese “The Gesture’s Narrative - contemporary music for percussion”. Atualmente é professor na Universidade de Aveiro (PT) e investigador no INET-md. Estende a sua atividade docente como convidado noutras universidades, conservatórios e festivais de música, um pouco por todo o mundo. 
    Criação e interpretação: João Reis e Nuno Aroso
    Texto: Andreia C Faria
    Música: Chiyoko Szavnics e Nuno Aroso
    Desenho de luz e espaço cénico: Pedro Fonseca / colectivo ac
    Produção sonora: Tomás Quintais
    Produção: Arte no Tempo
  • A Leste

    A Leste

    Programação 2026/27

    A programação da A Leste para 2026/27 é estruturada a partir de quatro momentos expositivos - dois coletivos e dois duos - atravessados por conversas, projeções, concertos, jantares e outras formas de encontro e partilha. Esta programação funciona como lugar de fricção, contaminação e desvio, acolhendo práticas que recusam identidades fixas, narrativas universais e modos de representação monolíticos. Mais do que uma linearidade programática, existe uma procura por criar situações em que diferentes corpos e linguagens se podem encontrar e testar formas de ser e fazer em conjunto.

     

    A Leste é um espaço de experimentação transdisciplinar e pensamento crítico no qual convergem diferentes formas de experiência e conhecimento; um lugar onde podemos partilhar os anseios, desejos e inquietações que dão forma às nossas práticas artísticas, discutir possibilidades e impossibilidades poéticas e políticas, e direcionar a atenção para ações transformativas do mundo que nos rodeia.

    Curadoria e Direção Artística: Leonor Parda
    Produção e Comunicação: Fernanda (FER) 

    Fotografia: Mafalda Lencastre
  • A Piscina

    A Piscina

    Programação 2026/27

    A Piscina apresenta uma programação dedicada à dança e à performance contemporânea que cruza criação, experimentação, formação e participação comunitária. Organizada em cinco ciclos — BRAVA, CÁPSULA, PEIXE-FRESCO, SUBMERGIR e BANHOS DE SOM —, a proposta apoia artistas emergentes e consagrados, promove residências, apresentações, workshops e momentos de encontro com o público. Instalada numa antiga piscina no centro do Porto, a PISCINA responde à necessidade de espaços independentes para a criação artística, reforçando o diálogo entre artistas, comunidade e instituições, e afirmando a cultura como um espaço de descoberta, cuidado, acessibilidade e imaginação.


     

    A Piscina é uma estrutura independente que existe desde 2022, dedicada à criação, programação e formação em dança e performance contemporânea. Afirma-se como uma plataforma de experimentação, pensamento crítico e construção de comunidade, apoiando artistas em diferentes fases do seu percurso e promovendo o encontro entre criação, público e cidade. Mais do que um espaço cultural, é uma estrutura de transformação e possibilidade
    A Piscina é uma estrutura independente que existe desde 2022, dedicada à criação, programação e formação em dança e performance contemporânea. Afirma-se como uma plataforma de experimentação, pensamento crítico e construção de comunidade, apoiando artistas em diferentes fases do seu percurso e promovendo o encontro entre criação, público e cidade. Mais do que um espaço cultural, é uma estrutura de transformação e possibilidade. 

  • Associação Porta-Jazz

    Associação Porta-Jazz

    Eureka!

     A Associação Porta-Jazz propõe a continuidade das sessões Eureka!. Iniciadas em 2024, as sessões Eureka! constituem um Micro-Festival que decorre ao longo do tempo no Espaço Porta-Jazz, apresentando a cada sessão um tema distinto. Para além de desafiar a comunidade artística a desenvolver performances temáticas, o projeto inclui um solo e oficina levados a cabo por um músico estrangeiro, uma nova criação de um artista de outra área artística (diferente da música) e uma conversa orientada por um especialista na área do tema de cada sessão.

    A Associação Porta-Jazz, fundada e com atividade ininterrupta desde 2010, está instalada no atual Espaço Porta-Jazz, o único lugar da cidade do Porto dedicado à música improvisada que dispõe de vários pianos acústicos, incluindo pianos de cauda. Com vários espaços de trabalho, devidamente equipados, o Espaço Porta-Jazz tem ocupação diária por parte de uma comunidade de meia centena de músicos associados à Porta-Jazz, que aqui encontram o polo convergente entre pares para exploração e amadurecimento dos seus projetos artísticos em colaborações nacionais e internacionais. Aqui acontece, ainda, a maior parte da programação anual da Associação, que contempla concertos de periodicidade semanal, acolhimento de projetos internacionais em trânsito, projetos nacionais já consolidados e os resultantes de residência artística no Espaço Porta-Jazz.

     
    Coordenação do Projeto: João Pedro Brandão
    Direção Artística: João Pedro Brandão, Nuno Trocado, Susana Santos Silva
    Gestão Administrativa: António Pedro Neves
    Assistente de direção e programação: Beatriz Vieira
    Comunicação: Joana Raquel
    Produção Executiva: João Fragoso
    Artes Gráficas: Maria Mónica
     
  • Clube de Desenho

    Clube de Desenho

    Programação 2026/27

    O programa 2026/2027 do Clube de Desenho propõe um ciclo de seis exposições que tomam o desenho como eixo central da investigação e prática artística, destacando o seu papel fundamental como processo de pensamento. Com obras de Anke Feutchenberger, Rui Neto, Tiago Romão, Maria Condado, Daniel Costa e Inês Coelho, o programa articula exposições, oficinas, visitas e (des)conversas, promovendo reflexão crítica, participação do público e diálogo entre diferentes disciplinas.

    O Clube de Desenho é uma associação cultural dedicada à formação, criação, discussão e divulgação do Desenho. No espaço expositivo promove-se uma programação diversificada, tendo o Desenho como eixo curatorial principal. A versatilidade e a informalidade do espaço permitem desenvolver eventos complementares às exposições, entre as quais apresentações de livros, conversas e masterclasses, possibilitando ao público a abertura e a fruição das múltiplas vertentes do trabalho artístico.

    Direção artística e curadoria: Carlos Pinheiro, Marco Mendes, Nuno Sousa, Sofia Barreira, Diogo Nogueira, Irene Lourenço, Sofia Neto
    Apoio técnico (montagem e desmontagem exposições): Carlos Pinheiro, Marco Mendes
    Gestão financeira e administrativa / Produção: Sofia Barreira
    Divulgação: Sofia Barreira, Diogo Nogueira, Irene Loureiro, Sofia Neto
    Fotografia: Diogo Nogueira 
  • Coletivo Rua do Sol / Galeria do Sol

    Coletivo Rua do Sol / Galeria do Sol

    A mão, a cabeça, o pé e o coração

    “A mão, a cabeça, o pé e o coração” é um ciclo de programação do coletivo Rua do Sol, pensado a partir da hospitalidade, da resistência e da deslocação como forças capazes de ativar relações, fricções e modos de estar. Entre exposições, laboratórios, conversas, ocupações e caminhadas, o ciclo articula cuidado, contaminação entre práticas, condições materiais e afetivas de produção, e movimentos entre estúdio, galeria e cidade. Afirma, assim, uma prática curatorial expandida, situada e relacional, que cruza pesquisa, criação, apresentação, debate e pensamento crítico.

     

    Rua do Sol é um coletivo e espaço independente de programação artística fundado em 2013 no Porto. Sediado no CCOP, articula os seus estúdios com a Galeria do Sol, desenvolvendo uma atividade continuada entre criação, programação e experimentação, através de exposições, residências, conversas, caminhadas e outras formas de encontro e abertura pública.

    Direção artística / Equipa: José Oliveira, Luísa Abreu, Gonçalo Araújo, Sílvia Sousa, Vitor Israel
    Design e identidade gráfica: Rita Torres
    Artistas convidados: Carmo Wengorovius, João Coelho, Sofia Borges, Luka Jana Berchtold, Susana Chiocca, Marisol, Jiôn Kim, Luísa Saldanha, Henrique Porta Nova, Who Cares, Joy Food  
  • CRL - Central Elétrica

    CRL - Central Elétrica

    Central Elétrica 2027

    A CRL – Central Elétrica propõe a apresentação de dez projetos nacionais e internacionais nos ciclos regulares da sua programação: WATTS, CURTO-CIRCUITO, FIO CONDUTOR e VOLTS. O programa cruza artes performativas, sonoras e transdisciplinares, através de apresentações, residências artísticas, processos laboratoriais e ações com as comunidades. Pretende estimular a criação contemporânea, aproximar artistas e públicos, promover o diálogo intercultural e reforçar a Central Elétrica como espaço de criação e encontro numa zona periférica do Porto. A concretização assenta no acolhimento de artistas emergentes e consagrados, nacionais e internacionais, articulando criação, partilha de processos, apresentações públicas, workshops e trabalho artístico em contexto local.

     

    Instalada na antiga Central Termoelétrica do Freixo, em Campanhã, a CRL – Central Elétrica é um centro de criação e residências dedicado às artes performativas e aos cruzamentos disciplinares. Sob direção artística de André Braga e Cláudia Figueiredo, articula criação, residências e programação, promovendo investigação, experimentação e encontro entre artistas, gerações e geografias, com forte dimensão local e internacional.


    Direção artística: André Braga e Cláudia Figueiredo
    Direção produção: Ana Carvalhosa
    Produção: Cláudia Santos e Joana Mesquita Alves
    Coordenação técnica e montagem: Felipe Silva
    Apoio administrativo: João Gravato
    Comunicação: Inês Costa 
  • INSTITUTO

    INSTITUTO

    Programação 2026/27

    Para a temporada 2026/27, o INSTITUTO propõe um programa cultural que cruza arquitetura, artes visuais, práticas colaborativas e discursos emergentes, abordando desafios da prática contemporânea e promovendo o diálogo entre profissionais de diferentes áreas e a sociedade civil. Desenvolvida em colaboração com uma rede alargada de parceiros e participantes, a programação procura criar espaços de reflexão, experimentação e partilha, reforçando ligações entre práticas culturais e questões atuais. Cada projeto articula diferentes formatos – exposições, conversas, oficinas e performances – que se desdobram ao longo do ano. O programa mantém ainda uma dimensão espontânea, acolhendo propostas pertinentes numa lógica de abertura e escuta ativa.

    O INSTITUTO é um espaço cultural independente situado no centro do Porto, dedicado à cultura arquitetónica e às suas interseções com as artes, a sociedade e o território. Sob a direção artística do arquiteto Paulo Moreira, promove exposições, conversas, oficinas, residências e outros formatos públicos, criando um lugar de encontro, reflexão crítica e diálogo entre artistas, investigadores, profissionais e comunidades.

    Fundador e Diretor Artístico: Paulo Moreira
    Coordenadora Geral e Gestora de Projetos: Sara Pinheiro
    Coordenador de Produção: Nuno Silva
    Assistente: Maria Coutinho
    Produção Audiovisual e Gestão de Redes Sociais: Ana Vitória Carvalho  
  • Kunsthalle Freeport

    Kunsthalle Freeport

    Programação 2026/27 – Kunsthalle Freeport in The Bedroom

    A Kunsthalle Freeport apresenta um programa anual centrado em “O Quarto”, estruturado em torno de um ciclo de exposições que o posiciona como um lugar crítico onde a experiência íntima se cruza com condições sociais, políticas e espaciais mais amplas.

    A Kunsthalle Freeport é um espaço de projeto nómada fundado por Alisa Heil em 2017. Operando sob a égide da associação cultural sem fins lucrativos Esfera Vagabunda (fundada em 2023), a iniciativa dedica-se a promover o diálogo transnacional através da prática e pesquisa artística contemporânea. Enraizada em valores anti-patriarcais, a Kunsthalle Freeport compromete-se a cultivar laços de afinidade, irmandade e solidariedade além-fronteiras — construindo uma rede horizontal que visa resistir às estruturas dominantes de poder e centralização cultural. Ao longo da sua trajetória, a Kunsthalle Freeport habitou uma diversidade de espaços temporários, adaptando as suas exposições aos contextos locais em cidades como Atenas, Berlim, Bangkok, Marselha e Porto.

     
    Diretora artística: Alisa Heil
  • MIRA Galerias

    Elogio da Água | Infiltrações

    As MIRA Galerias propõem um projeto centrado na água, entendida simultaneamente como matéria essencial à vida e como metáfora transversal às artes e ao pensamento contemporâneo. A água é abordada enquanto elemento físico, político e simbólico, convocando práticas das artes visuais, música, literatura, filosofia e ecologia. O conceito estruturante do projeto assenta nas ideias de contaminação, infiltração e permeabilidade, que orientam a construção de um programa interdisciplinar onde diferentes linguagens se cruzam e se reconfiguram. Pretende-se ressignificar a água quotidiana através da interseção entre criação artística, investigação e discurso crítico, afirmando um pensamento fluido e relacional. No campo das artes visuais, o projeto reúne artistas que trabalham a água a partir de múltiplos eixos: território, arquivo, memória, infraestruturas, corpo e paisagem. O trabalho com a comunidade é também uma vertente importante do projeto.

    As MIRA Galerias estabeleceram-se em Campanhã em 5 de outubro de 2013 integrando 3 galerias: MIRA FORUM, Espaço MIRA e MIRA | artes performativas. Têm uma programação intensa de exposições de fotografia e de outras expressões plásticas que se cruzam com performances, videoarte cruzando-se com concertos, lançamento de livros, conferências envolvendo públicos diversificados. O estabelecimento de parcerias com outras instituições e o trabalho com a comunidade é uma das características das MIRA Galerias.

     
    Curadoria: Manuela Matos Monteiro e João Lafuente
    Artistas: Duarte Belo, Helder Folgado, João Almeida, Álvaro Domingues, Adélia Gonçalves, Paula Roush, Manuel Valente Alves, Teresa Huertas, SarahLuís Bittencourt, Luís Helder
    Conferencistas: Andreia Garcia, Dália Dias, Sousa Dias
    Músico: Jorge Queijo
     
  • Rampa

    Rampa

    Topografias da Emergência

    Sob o título "Topografias da Emergência", este programa reúne seis exposições, individuais e coletivas, de artistas nacionais e internacionais, em torno das relações entre ecologia, memória e representação. São projetos que partem de territórios concretos, regressam a arquivos coloniais ou interrogam como o conhecimento se produz e circula. Emergência tem aqui dois sentidos: o aparecimento de algo até então invisível ou não percetível; e a urgência associada a um estado crítico de natureza ecológica e política. A topografia constitui, por sua vez, um princípio transversal aos processos artísticos apresentados, que partem da observação de contextos específicos para identificar relações e conflitos que neles se desenham. 

     Rampa é uma associação cultural sem fins lucrativos fundada em 2018 e com instalações em Campanhã, Porto. Desenvolve programação em artes visuais e performativas, ativando a história cosmopolita da cidade e a sua diáspora. Procura ligar criadores locais e internacionais, acolher propostas diversas e promover artistas menos favorecidos ou práticas negligenciadas pelas instituições.
    Direção: Alexandra Balona, Susana Gaudêncio, Vera Carmo
    Coordenação de projeto: Vera Carmo
    Mediação: Ana Clara Luz e Mariana Vilanova
    Design: Sérgio Alves
    Fazem ainda parte da associação: Marcelo Reis, Mário Moura e Sérgio Rebelo 
  • Sismógrafo

    Sismógrafo

    Programação 2026/27

    Entre natureza, tecnologia e quotidiano, a programação 2026/27 do Sismógrafo propõe imaginar outras formas de relação com o tempo e com o mundo, trazendo para o centro da experiência aquilo que frequentemente permanece invisível: gestos mínimos, fenómenos subtis e relações latentes. Os principais compromissos mantêm-se: a procura pelo cuidado da comunidade artística e a democratização da cultura. Quando, por um lado, o ódio parece querer impor-se enquanto palavra de ordem, o Sismógrafo vem reafirmar a sua vontade em pensar e agir de forma coletiva tomando a arte como meio de comunicação e ferramenta de união.

     

    O Sismógrafo mantém-se, desde a sua criação em 2014, como espaço independente, sendo programado pela associação cultural sem fins lucrativos Salto no Vazio e financiado na sua grande maioria com apoios públicos. Desenvolve desde então, de forma ininterrupta, um programa de atividades completamente gratuitas – incluindo exposições de artes visuais, performance, música experimental, pensamento, edições e um programa público. O seu percurso tem-se construído em diálogo com criadores e instituições nacionais e internacionais, consolidando um programa diversificado e consistente.

    Equipa: Dário Cannatà, Letícia Costelha, Carolina Fangueiro, Pedro Huet, Maria João Macedo, Hernâni Reis Baptista, Rita Senra, João Pedro Trindade  
  • Sonoscopia

    Programação 2026/27

    Dando continuidade a um percurso consistente e sustentado de programação regular, que lhe permitiu afirmar-se como uma plataforma fundamental para a criação, apresentação e mediação no domínio das práticas sonoras contemporâneas na cidade do Porto e no contexto internacional onde se insere, a Sonoscopia propõe uma programação baseada num modelo integrado de atuação que articula a dimensão artística, formativa e experimental. A sua componente central incide na apresentação de concertos de música exploratória, integrados no ciclo regular Microvolumes, iniciado em 2004, e no festival de música experimental No Noise, em curso desde 2015, iniciativas que se têm afirmado como referências no panorama nacional e internacional. Em reforço desta linha programática, o programa inclui a realização do encontro anual dedicado às práticas sonoras contemporâneas — Som Desorganizado —, bem como um conjunto alargado de atividades de natureza formativa e participativa, nomeadamente oficinas, sessões de formação e instalações sonoras.  

    Dando continuidade a um percurso consistente e sustentado de programação regular, que lhe permitiu afirmar-se como uma plataforma fundamental para a criação, apresentação e mediação no domínio das práticas sonoras contemporâneas na cidade do Porto e no contexto internacional onde se insere, a Sonoscopia propõe uma programação baseada num modelo integrado de atuação que articula a dimensão artística, formativa e experimental. A sua componente central incide na apresentação de concertos de música exploratória, integrados no ciclo regular Microvolumes, iniciado em 2004, e no festival de música experimental No Noise, em curso desde 2015, iniciativas que se têm afirmado como referências no panorama nacional e internacional. Em reforço desta linha programática, o programa inclui a realização do encontro anual dedicado às práticas sonoras contemporâneas — Som Desorganizado —, bem como um conjunto alargado de atividades de natureza formativa e participativa, nomeadamente oficinas, sessões de formação e instalações sonoras.  
    A direção geral, programação e direção artística: Gustavo Costa
    Direção executiva, gestão do projeto, produção e mediação de públicos: Patrícia Caveiro
    Apoio à programação e às atividades formativas: Henrique Fernandes
    Coordenação técnica: João Ricardo
    Assistência de produção, técnica e comunicação: Vicente Mateus