“Aprender a Nadar” assume-se como um projeto de reflexão, investigação e cocriação artística, funcionando enquanto metáfora para evocar uma condição de instabilidade e adaptação a um meio em permanente movimento. Explora a política e a condição humana como espaços de tensão contínua e desenvolve-se em diálogo com a comunidade, cruzando memórias e conflitos históricos para promover responsabilidade coletiva, escuta ativa e pensamento crítico, consolidando uma cultura democrática plural. Partindo do assassinato do Padre Max e Maria de Lurdes, em 1976, na Cumieira, em Vila Real, o projeto investiga como o discurso político constrói identidades e como contextos polarizados geram exclusão, violência simbólica e fragmentação social, ativando a memória como matéria de criação e reflexão contemporânea. O título remete para uma expressão atribuída ao Padre Max, convocada aqui como metáfora para a aprendizagem contínua e para o desenvolvimento de ferramentas críticas que permitam navegar em contextos instáveis. O objetivo central do projeto é desenvolver obras artísticas inéditas a partir de um processo integrado de investigação e cocriação com a comunidade local, valorizando contextos locais como espaços de pensamento, experimentação formal e criação contemporânea.
Felícia Teixeira (1988, Vila Real, Portugal) e João Brojo (1987, Fundão, Portugal) vivem e trabalham no Porto. Licenciaram-se em Artes Plásticas – Multimédia na FBAUP (2011) e Felícia concluiu o Mestrado em Práticas Artísticas Contemporâneas (2014). Trabalham em dupla desde 2012, desenvolvendo uma prática interdisciplinar. Destacam-se exposições individuais como Validity of a Study (Galeria Painel, Porto, 2013), Almoço de Trabalhadores (Guimarães, 2016) e Yah (Espaço Mira, Porto, 2020; Museu Marítimo de Esposende, 2022). Participaram em numerosas exposições coletivas, com destaque para a Fundação de Serralves (Porto, 2020), Galeria Graça Brandão (Lisboa, 2016), Fórum da Maia (2015) e New Jorg (Viena, 2014). Estão representados na Coleção de Livros de Artista da Fundação de Serralves, na Col. Audiovisual da Balaclava Noir e na Col. de Arte Contemporânea da CM Maia. Trabalham paralelamente em produção cultural, sendo cofundadores da associação Plantel Itinerante e do projeto Ao Monte (2015– 2017),em parceria com Maus Hábitos e Cooperativa Árvore, um programa de residências e exposições que reuniu coletivos de artistas do Porto. Foram também curadores e diretores artísticos de projetos como E Quando (Maus Hábitos / Teatro Municipal de Vila Real, 2022) e participaram em ciclos de exposições e conferências, reforçando o cruzamento entre criação contemporânea, curadoria e mediação cultural.
João Campolargo Teixeira (1994, Vila Real, Portugal) vive em Lisboa. Licenciou-se em Escultura (FBAUL, 2016) e concluiu Mestrado em Arte e Multimédia (2021). Destacam-se exposições como Perguntas à Ficção (MACE, Elvas, 2022), Perspetiva 24 (Fórum de Cerveira, 2023), Day In, Day Out (Galeria Diferença, Lisboa, 2025) e The Fall (Zaratan, Lisboa, 2026). Realizou obras públicas na sede Águas do Norte (Vila Real, 2018), Fórum da Maia (2021) e campus DSTGroup (Braga, 2022), estando representado em coleções públicas e privadas, incluindo Águas do Norte, Balaclava Noir, CM Maia e DSTGroup.
Manuel Santos Maia (1970, Nampula, Moçambique) vive e trabalha no Porto. Licenciado em Artes Plásticas – Pintura (FBAUP) e doutorando em Artes Plásticas e Visuais pela Universidade de Vigo, desenvolve prática interdisciplinar em instalação, fotografia, vídeo, pintura, escultura, performance, som, teatro, cinema, intervenção urbana e livros de artista. Expõe desde 1999 em Portugal e internacionalmente, em instituições como Fundação Calouste Gulbenkian (2010), Fundação de Serralves (2011), Museu Nacional de Etnologia (2025), Galeria Municipal do Porto (2017) e La Casa Encendida (2025), bem como em projetos na Europa, EUA, América do Sul, África e Ásia.