Plataforma Municipal de Apoio à arte contemporânea

Porto.

PLÁKA reúne projetos que consubstanciam a política municipal de apoio à prática artística contemporânea no Porto, dando forma às iniciativas Aquisição, Colectivos Pláka, Anuário, Criatório, Shuttle e Inresidence.
Mediando processos de criação, reflexão e investigação em diferentes territórios da arte contemporânea, constitui-se enquanto plataforma de síntese, e análise, de medidas de apoio a artistas e agentes culturais e da sua articulação com a política cultural do município.
A plataforma PLÁKA é uma iniciativa da Câmara do Porto.
 
    • EQUIPA
       
      Presidente da Câmara do Porto
    • Rui Moreira

      Diretor de Arte Contemporânea e Cinema
      Guilherme Blanc

      Diretora Executiva
      Sílvia Fernandes

    • Coordenador de Programação
      Nuno Rodrigues

    • Gestora de Projeto
      Ana Brito

    • Coordenadora de Comunicação e Edição
      Lídia Queirós

      Comunicação e Mediação de Públicos
      Tiago Dias dos Santos
    •  
    • ÁGORA – CULTURA E DESPORTO, E.M.
      Presidente do Conselho de Administração
      Catarina Araújo

    • Administradores Executivos
      Ana Cláudia Almeida
      César Navio
       
    • Diretora Geral da Unidade Orgânica da Cultura
      Francisca Carneiro Fernandes
       
    • Diretor de Comunicação e Imagem
      Jorge Rodrigues

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Porto.

Shuttle

O programa Shuttle tem como principais objetivos promover internacionalmente a cultura da cidade e o trabalho de artistas, autores e agentes culturais sediados no Porto.
Esta iniciativa visa atribuir bolsas de apoio nas áreas de Artes visuais e curadoria; Artes performativas; Performance e composição musical; Tradução e criação literária e ensaística.
Com um orçamento anual de 75 mil euros, reforçado para a edição de 2021, o programa de concurso está aberto em permanência até outubro e as bolsas de apoio a atribuir variam entre os 1500 e os 7500 euros.

Júri 2021

  •  
  • Luís Albuquerque Pinho

     
    Luís Albuquerque Pinho é arquiteto e curador independente. Formado em Arquitetura pela Universidade Lusíada no Porto, colaborou com Isabel Furtado e João Pedro Serôdio. Foi Arquiteto Associado na Garcia e Albuquerque entre 2001 e 2019, tendo iniciado em 2020 o projeto AP & Co., um estúdio de arquitetura e design de matriz colaborativa. Frequenta o mestrado Estudos de Arte – Estudos Museológicos e Curadoriais na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Em 2011, foi curador residente no Node Center Berlin. Frequentou o Independent Study Programme da Escola Maumaus, no âmbito da Guimarães Capital Europeia da Cultura 2012. Desde 2010, desenvolve projetos curatoriais e expositivos e colabora em edições, publicações, e consultoria em projetos culturais.
  • Mara Andrade

     
    Mara Andrade é mestre em Medicina, especialista em Medicina Geral e Familiar e trabalha no Serviço de Urgência do Hospital Pedro Hispano em Matosinhos. Iniciou-se na dança durante a adolescência e começou a desenvolver o seu trabalho coreográfico em 2012. Tem apresentado várias criações como Oxitocina (2013); Por Minha Culpa, Minha tão Grande Culpa, com Marco da Silva Ferreira; Um Triste Ensaio sobre a Beleza, solo criado entre 2014 e 2015; O meu Corpo também Dança (2016); The Lonely Tasks (2016 a 2018), um projeto de performance que estreou no Festival DDD 2018, Porto.Expedição, uma peça para o Ballet Contemporâneo do Norte e Aqui e Agora (2019). Atualmente é intérprete em Lágrimas de Crocodilo, uma peça de Guilherme de Sousa & Pedro Azevedo.
  • Marta Ângela

     
    Marta Ângela nasceu no Porto e é metade da dupla Von Calhau!, projeto desenvolvido com João Artur desde 2006. Licenciada em Design de Comunicação Arte Gráfica (FBAUP), tem apresentado trabalhos como Von Calhau!, sob nome próprio e com pseudónimos como Vuduvum, Vadavã ou Martirium. Os seus projetos de música, texto e artes visuais tem múltiplas ramificações e cruzamentos e vão-se manifestando em concertos, DJ sets ou performances; na edição de discos, livros e publicações; na realização de filmes e vídeos e numa profusa produção de desenhos e obra gráfica. Foi cofundadora do estúdio de artes gráficas Oficina Arara e já participou em exposições e residências em locais como o Atelier MTK (França), a Galeria ZDB e o Museu de Serralves (Portugal), Videobrasil (São Paulo) e mais recentemente a Residency Unlimited (Nova Iorque).
01 / 08
  • Pin Dor Ama: Primeira Lição

    Pin Dor Ama: Primeira Lição

    Dori Nigro e Paulo Pinto

    Artes Performativas

    Âmbito: Apresentação e debate em torno da performance Pin Dor Ama: Primeira Lição nos espaços culturais geridos pelo SESC, no estado de Pernambuco, Brasil e desenvolvimento de um diário de bordo imagético e virtual da jornada.

    Atribuição do apoio: abril de 2021

    Execução do projeto: entre setembro de 2021 e março de 2022

    Criada e interpretada por Dori Nigro e Paulo Pinto, Pin Dor Ama: Primeira Lição é uma ação performativa resultante de uma pesquisa realizada em torno de questões relacionadas com colonialismo, racismo, xenofobia e machismo que, arquivadas na memória e despoletadas por vivências pessoais, são experienciadas pelo corpo — estrangeiro, mestiço, sulamericano, em chão europeu — como inscrição, catarse, oferenda.

    Doutorado em Arte Contemporânea, Dori Nigro é performer, educador de arte, pedagogo, comunicador social e fotógrafo. Paulo Pinto é multiartista, Arte Educador, Arteterapeuta, Psicólogo, Professor e pós-doutorando em Arte Contemporânea. Neste trabalho, contam com a colaboração sonora do músico e produtor independente DJ Coby, fundador do selo Ambulante Nacional Cordel e colaborador da banda brasileira Fogo Encantado, desde 1999.
    Conceção, texto e ação: Dori Nigro e Paulo Pinto
    Colaboração sonora: Dj Coby
    Voz Off: Caroline Odeyale
    Indumentária: Paulo Pinto (desenho) e Manoela Silva (costura)
    Consulta espiritual: Marconi Bispo
    Duração: 60 min.



    Créditos fotográficos: Andre Delhaye
  • 2182 kHz

    2182 kHz

    Francisca Gonçalves

    Âmbito: Residência artística no âmbito do projeto 2182 kHz, para exploração de técnicas de espacialização sonora no sistema 4D Sound, através de gravações de “soundscapes” subaquáticas “​in loco” ​e realização de uma composição sonora imersiva.

    Atribuição do apoio: abril de 2021

    Execução do projeto: entre agosto e outubro de 2021

    2182 kHz ​oferece uma exploração multissensorial de paisagens sonoras aquáticas. Inspirada no conceito da frequência de rádio 2182 kHz, usada em radiocomunicação de socorro, esta composição sonora alterna períodos de ausência e presença de ruído (antropogénico), revelando potenciais desafios que a fauna aquática enfrenta para comunicar. Apresentando uma forma inovadora de experienciar ​soundscapes, chama também a atenção para o problema da poluição sonora e para o efeito de “​masking”, ​contribuindo para o desenvolvimento da ecoacústica em contexto artístico.

    Francisca Gonçalves é licenciada em Medicina Veterinária e mestre em Música Interactiva e Design de Som. Em 2017, ingressou o Programa Doutoral em Medias Digitais, centrando-se na ecoacústica na criação artística em paisagens sonoras oceânicas. O seu objetivo é aumentar a consciência ambiental através de práticas artísticas e sound art, revelando o problema da poluição sonora em ambientes subaquáticos.
    Francisca Rocha Gonçalves
    William Russel (Monom Sound)
    Dr. Markus Venohr (IGB - Leibniz Institute of Freshwater Ecology and Inland Fisheries)



    Créditos fotográficos:
    Exemplo de experiência imersiva com público no sistema 4D Sound no Monom, Becca Crawford
  • Iterative Cast

    Iterative Cast

    Gaspar Cohen

    Performance e Composição musical

    Âmbito: Residência artística do projeto Iterative Cast no KSYME, Atenas, no âmbito do Chronotopia Echoes Artistic Lab, para desenvolvimento, apresentação e edição em vinil de uma peça original.

    Atribuição do apoio: abril de 2021

    Execução do projeto: de agosto a outubro de 2021

    Iterative Cast é uma investigação de tensões entre circuitos epistemológicos e uma afirmação da incerteza como potência do presente. Formatando-se como uma performance instalativa, este projeto explora infraestruturas sonoras atípicas e qualidades materiais que narram ideias cíclicas e espirais de história, dobras narrativas, reconfigurações de circuitos culturais e disrupções onto-tecnológicas.

    Gaspar Cohen é artista e investigador; doutorando em Filosofia da Tecnologia na Universidade de Lisboa, onde pesquisa limiares de aumento, formatos críticos de circulação mediática e as possibilidades políticas do ruído e do erro. O seu trabalho, através de circuitos eletrónicos instáveis e sistemas computacionais tenazes, procura interrogar a contaminação capital-colonial em tecnologias digitais.

    Direção e execução: Gaspar Cohen



    Créditos fotográficos:
    ilustração e fotografia de Gaspar Cohen 
  • LEONORANA, “Environments” — CCA-NTU Singapore

    LEONORANA, “Environments” — CCA-NTU Singapore

    Isabel Carvalho

    Artes Visuais e Curadoria

    Âmbito do projeto: Apresentação do projeto de concetualização editorial do quinto número da revista LEONORANA, dedicado ao tema Environments/Ambientes, na Nanyang Technological University (NTU), integração do seu arquivo (Public Resource Center) e participação na Singapore Art Book Fair 2022.

    Atribuição do apoio: abril de 2021

    Execução do projeto: março de 2022

    O projeto de investigação artística LEONORANA consiste na edição de uma revista transdisciplinar, que tem como principais objetivos o estudo da relação entre as linguagens verbal e visual, apresentando o ensaio como género de eleição para o desenvolvimento do pensamento especulativo. Em 2020, a proposta de trabalho de concetualização do quinto número da revista, em formato de residência, foi aceite pelo Center of Contemporary Art (CCA), da Nanyang Technological University (NTU). Devido à pandemia global da Covid-19, a residência foi reformulada, passando o trabalho a ser desenvolvido online. Perspectiva-se agora que o resultado impresso seja apresentado publicamente na NTU e na Singapore Art Book Fair, em 2022. 

     Isabel Carvalho desenvolve trabalho artístico em torno das artes visuais, da escrita e da edição. A sua prática caracteriza-se pela componente de investigação, cruzando abordagens científicas e especulativas como metodologia. Expõe individual e colectivamente com regularidade em contexto nacional e internacional. Foi responsável pelo projeto Navio Vazio, um espaço de experimentação editorial. Em 2017, iniciou o projetoLEONORANA, do qual é autora e editora.
     Créditos fotográficos: Isabel Carvalho
  • Jonathan Saldanha | HHY | Lithium

    Jonathan Saldanha | HHY | Lithium

    Jonathan Saldanha

    Performance e composição musical

    Âmbito: Desenvolvimento de residências artísticas em Kampala, Uganda, no âmbito do projeto Lithium, com vista à preparação e encenação de diferentes concertos com músicos e coletivos locais, gravação áudio e filmagem de videoclipe.

    Atribuição do apoio: abril de 2021

    Execução do projeto: abril e maio de 2021

    No seguimento da residência artística com músicos locais em Kampala, Uganda, a convite da editora Nyege Nyege, que resultou no projeto HHY & The Kampala Unit, Jonathan Saldanha desenvolveu uma série de colaborações e novos projetos que incluíram, entre outros, a criação de um novo alias, Lithium. Numa abordagem mais conectada com a pista de dança e a produção de discos para diferentes músicos e MCs, tais como Ratigan, Beenie Gunther, Biga Yut ou Florence Legmwa, este novo trabalho colaborativo faz uma ponte entre a cosmologia do metal presente nas baterias dos telefones celulares e o cérebro humano, com música baseada nas baixas frequências e no “clubbing”.

    Jonathan Saldanha é músico, artista visual, construtor sonoro e cénico e trabalha com pré-linguagem, dub, cristalização, percussão, allopoiesis, animismo e eco. É artista associado do Teatro Municipal do Porto. Desde 2016 tem apresentado trabalhos que cruzam diferentes disciplinas em eventos e espaços expositivos de renome em Portugal e além fronteiras. Fundador da plataforma de arte SOOPA e co-fundador da editora discográfica Silorumor, dirige também o ensemble HHY & The Macumbas e é co-fundador da banda Fujako.
    Jonathan Saldanha
    Florence Lugemwa
    Biga Yut
    Ratigan
    Beenie Gunther
    Joaquim Durães
  • Bande à Part 2 — Arte, Cidade e Paisagem

    Bande à Part 2 — Arte, Cidade e Paisagem

    Nuno Brandão

    Artes Visuais e Curadoria / Tradução e Criação Literária e Ensaística

    Âmbito: Edição do livro “Bande à Part 2” na editora Circo de Ideias, com textos de Nuno Brandão Costa, fotografia de André Cepeda, tradução de Ana Yokochi, revisão de Vasco Grácio e coordenação editorial de Pedro Baía.

    Atribuição do apoio: abril de 2021

    Execução do projeto: de setembro de 2021 a março de 2022

    Bande à Part
     foi idealizado pelo arquiteto Nuno Brandão Costa como um projeto teórico, realizado em três volumes, sobre trípticos de obras de arquitetura na 
Europa concebidas por arquitetos europeus. O primeiro volume analisou o processo projetual dos arquitectos Pedro Ramalho, Álvaro Siza e Eduardo Souto de Moura. O segundo volume pretende analisar as seguintes obras: La Congiunta de Peter Markli em Giornico, Suíça; Lisson Gallery de Tony Fretton em Londres, Reino Unido; e Sammlung Goetz de Herzog & de Meuron em Munique, Alemanha.

     Nuno Brandão Costa formou-se na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP) 
em 1994, onde concluiu o doutoramento em 2013, e leciona desde 1999. Foi assistente do Professor Domingos Tavares e do Professor Pedro Ramalho, sendo atualmente professor auxiliar de Projecto 4, unidade curricular que leciona desde 2001. Em 2018, foi nomeado a par de Sérgio Mah, curador da Representação Oficial Portuguesa na 16.ª Bienal de Arquitectura de Veneza.
     Texto e entrevistas: Nuno Brandão Costa
    Fotografia: André Cepeda
    Tradução: Ana Yokochi
    Revisão: Vasco Grácio
    Coordenação editorial: Pedro Baía


    Imagem: Still do filme Bande à part, de Jean-Luc Godard, 1964
  • Venus flytrap - uma re-investida

    Venus flytrap - uma re-investida

    Odete

    Tradução e Criação Literária

    Âmbito: Criação de uma rede de partilha artística entre pessoas transgénero para estímulo à criação de epistemologias “trans” através da publicação de um livro, de documentação e de um evento performativo.

    Atribuição do apoio: abril de 2021

    Execução do projeto: julho a setembro de 2021 / dezembro de 2021 a fevereiro 2022

    Venus flytrap - uma re-investida tem início com um laboratório de trabalho, onde todas as participantes — tailandesas e portuguesas — são convidadas a envolver-se em profundidade nas suas experiências e jornadas, tentando criar em conjunto um lugar, um mundo, através da escrita, unindo e analisando mutuamente as diferenças culturais. A escrita adquire aqui um papel primordial para contrabalançar a obsessão com o conhecimento do corpo ou a sua transformação, tão insistente por parte da indústria do sexo e da cirurgia tailandesa. A partir desse lugar de comunhão, será realizado um filme de documentação do processo e um evento performativo.

    Odete trabalha no cruzamento da escrita, da música, da performance e das artes visuais, deixando claro qual é o universo através do qual se move: autobiográfico e desafiador dos limites entre o pessoal e o político. Descreve a sua música como “uma teoria sensorial para uma meninice cansada, feita de silêncios, falhanços e quebras, construída a partir de uma narrativa de transição”.
    Criação e direção artística: Odete 
    Coordenação artística e textos complementares: Marina Rei & Somrak Sila 
    Criação documental: Luís Medeiros
  • Aleixo Memorabilia

    Aleixo Memorabilia

    Paulo Moreira

    Artes visuais e curadoria

    Âmbito: Representação da instalação Aleixo Memorabilia na 17ª Exposição Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia 2021.

    Atribuição do apoio: abril de 2021

    Execução do projeto: entre 18 de maio e 21 de novembro de 2021

    Aleixo Memorabilia mostra fragmentos da vida quotidiana e vestígios da construção e apropriação do Bairro do Aleixo. Se alguns destes objetos poderão ter sido escolhas meramente aleatórias (recolhidos, gentilmente, em casa pelas pessoas), a maior parte simboliza e representa a integridade e orgulho que prevalece na memória coletiva do Aleixo. A peça convoca vozes silenciosas afetadas por um caso complexo e desafia o imediatismo que usualmente caracteriza os conflitos urbanos.
     

    Paulo Moreira é arquiteto e investigador. Estudou na FAUP e na Accademia di Architettura (Mendrisio, Suiça). Em 2011, fundou o atelier Paulo Moreira Architectures e doutorou-se pela London Metropolitan University, em 2018. Atualmente, é bolseiro de pós-doutoramento no projeto de investigação África Habitat, coordenado pela FAUL e financiado pela FCT e AKDN.
    Conceção e coordenação: Paulo Moreira
    Curadoria: depA Architects (João Crisóstomo, Luís Sobral e Carlos Azevedo)
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